Uma administração pública local dotada de mais recursos financeiros e humanos proporciona desenvolvimento infra-estrutural e reduz o fluxo de pessoas do campo para as cidades. A firmação é da ministra do Ordenamento Territorial e Habitação, Ana Paula de Carvalho, na passada terça-feira, em Luanda, quando falava durante a abertura do quinto fórum “Urbano Nacional”, que decorreu sob o lema “Nova agenda urbana e reforma do Estado”, tendo destacado que a Nova Agenda Urbana (NAU), proporciona o fortalecimento da governação urbana, com instituições sólidas e mecanismos que imponderem e incluam actores urbanos que proporcionem visibilidade e a implementação dos planos de desenvolvimento.

Inclusão social
A governante realçou que estes mecanismo vão permitir a inclusão social, crescimento económico contínuo, inclusivo, sustentável e a protecção ambiental como factores agregados para que uma nação e o cidadão se sinta realizado dentro do território.
“O crescimento demográfico nas cidades coloca com alguma relevância problemas graves e específicos à gestão do espaço urbano, com destaque para as questões que apelam soluções de forma integrada”, disse.
Para se ter um território ordenado, segundo advoga a ministra, é necessário primeiramente classificar os solos para que se distinga solos para fins agrícolas, habitacionais, industriais um processo que deve passar pela consulta dos instrumentos de ordenamento de território por via das províncias e administrações locais.
Ana Paula de Carvalho alerta para a necessidade de uma reflexão séria para o tipo de cidades que se pretenda criar no país, tendo como linhas orientadoras os objectivos de desenvolvimento sustentável da nova agenda urbana e a nível nacional e internacional.
Revela que é preciso vincar as principais opções do ordenamento do território, a política nacional da habitação e o plano de desenvolvimento nacional 2018/2020.