O Ministério do Ambiente está a trabalhar para atrair investidores internacionais e dar sentido e consistência ao projecto que visa a reabilitação das infra-estruturas dos parques nacionais, medida que pode trazer valências ao sector económico. Depois de aprovado o Plano Estratégico para a Rede das Áreas de Conservação de Angola (PLENARCA) em 2011, altura que foram apresentadas as propostas relativas aos critérios para a avaliação e eficácia, e que recomendava às linhas mestras de estratégias e planos de acção nacional para biodiversidade de Angola, o Ministério quer manter um ritmo credível na execução dos projectos. Para a reabilitação dos parques e as áreas de conservação ambiental aprovado em 2010, apontava que serão necessários 150 milhões de dólares, investimento proveniente do Orçamento Geraldo Estado, no período 2013-2020. A iniciativa prevê a reabilitação das infra-estruturas, fiscalização das áreas de conservação, participação no movimento mundial de protecção dos elefantes, formação de recursos humanos, estudos e pesquisas. Angola possui um ecossistema privilegiado e ainda pouco explorado com condições para se tornar numa referência mundial ao nível da biodiversidade, actividades ecológicas nas áreas de conservação e preservação da natureza, a informação foi avançada, recentemente, em Luanda, pela ministra do Ambiente,Paula Francisco Coelho.

Plano Estratégico
Este ano, foi elaborado o Plano Estratégico para o Sistema das Áreas Protegidas de Angola (PESAP) que estabelece a mobilização de recursos por forma a garantir a sua sustentabilidade financeira, nomeadamente o apoio governamental e institucional, composto por recursos internos do Ministério do Ambiente e outros órgãos nacionais e o Fundo do Ambiente. As áreas de conservação em Angola cobrem 12,08 por cento do território e possuem uma biodiversidade de enorme valor, e com elevado potencial para que possam ser exploradas de forma sustentável e promover o desenvolvimento do país. O estágio de desenvolvimento das áreas de conservação permitem que as suas oportunidades de negócio sejam imediatamente disponibilizadas, através da celebração de contratos de cessão de exploração das infra-estruturas já implantadas e concessão de espaços para a instalação de outras infra-estruturas. Em Angola existem 14 áreas de conservação, das quais nove são parques nacionais, um parque natural regional, denominado Chimalavera (Benguela), duas reservas naturais integrais (Luando e Ilhéu dos pássaros) bem como duas reservas parciais (Namibe e Búfalos). As áreas de conservação que oferecem produtos bastante competitivos e mais procurados nos mercados regional e internacional segundo a fonte, são os parques nacionais da Cangandala (Malanje), Quiçama (Luanda), Chimalavera (Benguela), Maiombe (Cabinda), Iona (Namibe), Luenge-Luiana e de Mavinga (Cuando Cubango) bem como o do Bicuar (Huíla).

BIÈ

Cuito planta árvores

Cerca de 16.935 árvores diversas foram plantadas este ano na província do Bié pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), no quadro do Programa de Povoamento e Repovoamento Florestal da localidade.
A informação foi avançada à Angop, recentemente, na cidade do Cuito, pela chefe de departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Elvira Tatiana Soares, tendo sublinhado que foram plantados eucaliptos, cedros, acácias rubras, leocalinas, moringa salite, pinhos, entre outras espécies.
A responsável confirmou estar em curso a plantação em regime experimental (ensaios) de três espécies de plantas nativas, designadamente ombango, ossesse e omanda, consideradas em vias de extinção, pela acção dos cidadãos, que teimosamente praticam o corte aleatório para fabrico de carvão e aproveitamento da madeira.
Para preservar o habitat natural, a instituição continua a sensibilizar as comunidades sobre a importância das plantas no equilíbrio ecológico e na qualidade de vida das pessoas, mormente a criação de cortinas de quebra vento e o combate à desertificação.

Mais árvores no Cuito
Em Outubro, mais de 1.500 plantas diversas tinham já sido colocadas no solo na localidade de Caluapanga, arredores do Cuito (Bié), no âmbito do programa de combate a desertificação.
Na altura, numa nota de imprensa da administração municipal do Cuito, indicara que foram plantados eucaliptos, pinheiros, acácias e outras espécies que vão servir de cortina dos ventos e ajudar no equilíbrio da natureza.
O documento refere que as instituições de ensino e associações juvenis foram chamados a cooperar com administração local, através do sector da agricultura local na implementação do projecto que visa o combate a desertificação e outras formas
de garantir um ambiente sadio.
No ano de 2016 mais de cinquenta mil árvores diversas foram plantadas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal
(IDF) na província do Bié.
Em 2006, com o propósito de assegurar o equilíbrio do ecossistema, foram plantadas, 65 mil árvores diversas, nos arredores da cidade do Cuito, igualmente pelo IDF.