O Governo Central, através do Ministério da indústria, vai investir durante este ano, 80 milhões de euros, com fundos da linha de crédito da China, para construir, em 12 meses, as infra-estruturas básicas da primeira fase do pólo industrial de Fútila.
Na primeira fase, com uma extensão de 112 hectares, vão ser construídas infra-estruturas como estradas, rede de abastecimento de água e energia, edifícios administrativos, esgotos para águas residuais e pluviais, iluminação pública, comunicação, estação de tratamento de água potável, instalações para serviços de bombeiros e infra-estruturas de apoio às empresas industriais.
O secretário de Estado da indústria, Ivan Magalhães do Prado, que trabalhou em Cabinda para avaliar “in-loco” o espaço físico do parque industrial e para apresentação às autoridades locais do novo director-geral do Instituto do Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA), e da nova comissão instaladora do pólo de Fútila, referiu que o Executivo Central está a trabalhar arduamente na aceleração do arranque das obras da primeira fase do empreendimento.

Ivan Magalhães disse que apesar do pólo estar muito tempo parado, o Governo angolano está empenhado em arrancar com as obras das infra-estruturas, por isso, segundo adiantou, o projecto está a ser negociado entre o Ministério das Finanças e as autoridades chinesas para que seja executado no quadro da linha de crédito da China.
De acordo com o secretário de Estado da Indústria, o Governo Central e local estão cientes que as obras da etapa A do pólo vão arrancar ainda este ano, porque segundo ele, o objectivo do executivo é desenvolver a economia da província de Cabinda para deixar de depender da exploração petrolífera.
Sublinhou que a comissão instaladora tem a missão de fazer a gestão do parque industrial e direccionar as empresas que vão ser instaladas no pólo, referindo que, apesar do empreendimento não ter ainda infra-estruturas concluídas, as empresas podem instalar-se e começarem com as suas actividades.
Energia eléctrica
Quanto à corrente eléctrica, situação que tem inquietado as empresas industrias a instalarem-se no pólo de Fútila, o secretário de Estado da indústria avançou que o problema está a ser resolvido com o Ministério da energia e águas para que as organizações possam funcionar sem sobressaltos.
“A corrente eléctrica é um dos pontos debatidos no encontro com o governador de Cabinda, e há um mês trabalhamos com o Ministério da energia e águas para tratar desta situação. No local existe uma subestação de energia e o nosso objectivo é colocá-lo para dentro do pólo e juntá-lo a uma outra existente, para permitir que as empresas beneficiem da corrente eléctrica sem dificuldades”, indicou.
Criado em 1996 pelo Governo Central, o projecto do pólo de desenvolvimento do Fútila tem como objectivo desenvolver economicamente a província de Cabinda, aproveitando as valências da actividade de exploração petrolífera.
Localizado na comuna de Malembo, numa área de 2.344 hectares, a infra-estrutura possui três fases.
A primeira está destinada à construção de infra-estruturas de apoio à actividade de exploração petrolífera, enquanto as fases subsequentes vão servir para a construção de escolas, hospitais, restaurantes, áreas sociais e casas de baixa, média e alta rendas.
O pólo de Fútila terá igualmente indústrias de asfalto, estaleiros de construção civil, fábricas de produtos de aço, de consumo, químicos, oxigénio, acetileno, metalo -mecânica e de tintas.