O programa de Revitalização da Cultura do Café Arábica no sector familiar foi relançado na passada quarta-feira, pelo ministro da Agricultura e Florestas, António de Assis, no município do Mungo (Huambo), com o objectivo de contribuir para as estratégias de combate à pobreza e, ao mesmo tempo, garantir a segurança e a qualidade alimentar.
No acto testemunhado pela governadora do planalto central, Joana Lina, foram distribuídas 15 mil mudas de café arábica a 30 famílias camponesas desta localidade, que possui três mil moradores que têm a agricultura como fonte de sustento.
O programa vai beneficiar, numa primeira fase, os municípios do Bailundo, Chicala-Cholohanga, Londuimbali, Huambo e Mungo, com a selecção de 30 famílias camponesas de cada uma das localidades, num total de 150, com vista a evitar a monocultura e a criar sustentabilidade dos sistemas de produção no país.
Na época colonial, estes municípios eram capazes de produzir mil e 600 toneladas de café comercial, cultivadas numa extensão de cinco mil hectares de terras.

Aumento do rendimento

Na ocasião, o ministro da Agricultura e Florestas, António de Assis, disse tratar-se de um projecto de “extrema importância”, sobretudo quanto ao aumento do rendimento económico-financeiro das famílias, daí a razão de os camponeses cuidarem bem das plantas, para que elas possam dar os frutos desejados.
O governante pediu aos camponeses para estarem mais unidos e coesos, para fazer face aos desafios da diversificação económica e combate à pobreza, pois que o café é uma cultura de rendimento que, além de aumentar a possibilidade de as famílias ganharem mais dinheiro, pode potenciar o sector industrial.
O ministro da Agricultura e Florestas realçou que os técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) devem estar bem capacitados, para melhor contribuírem para a eficiência e eficácia do programa de desenvolvimento rural, numa altura em que o país se debate com a falta de fertilizantes.