A província do Cunene vai beneficiar de duas barragens para facilitar a distribuição de água e combater a seca cíclica que assola as províncias do Sul do país.
O projecto de construção das duas infra-estruturas, na bacia do rio Cuvelai já está em execução, com a preparação do lançamento do concurso público.
Em declarações à imprensa, no Cunhinga (Bié), o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, garantiu que o período de construção das barragens será de três anos, para o abastecimento da população e o gado.
“O Cunene vive uma situação de seca cíclica. Além das medidas de emergência, que o governo provincial tem feito, estamos a tratar de um concurso público para a construção de duas barragens para acumular águas”, afirmou.
João Baptista Borges esclareceu que a iniciativa vai ser utilizada também para a irrigação dos campos, canal na zona do Cafú, “que vai permitir levar água por condutas,
para a população aí residente”.

Aumento do consumo
Cerca de 17 milhões de habitantes do país já consomem água potável, o que corresponde perto de 73 por cento de beneficiários.
Segundo o ministro da Energia e Águas, a meta é atingir mais de 80 por cento da população angolana dentro de quatro anos.
João Baptista Borges afirmou que o Governo tem projectos muito importantes no domínio do abastecimento de água, principalmente para a província de Luanda onde estão em curso iniciativas que visam a construção de sistemas de ampliação da capacidade de distribuição de água, tendo em conta que o défice “é muito grande”.
“Além de Luanda temos em execução projectos para a distribuição de águas nas capitais provinciais de Malanje, Cuito, Lubango, Cabinda, Moçâmedes e Huambo”, disse o ministro.
“Temos de ter em conta que uma boa parte da população não tem acesso a água potável, na sua maioria são pessoas do meio rural, onde ainda se consome água dos rios e das cacimbas. Isso põe em risco a saúde pública”, alertou.

Projecto de ligações de água
em luanda em fase conclusiva

As 700 mil ligações feitas na província de Luanda entrarão em funcionamento logo que os dois sistemas de distribuição de água potável, nomeadamente o do Bita e do Quilonga entrarem em funcionamento, para produzirem mais de 500 mil metros cúbicos.
“As ligações de água estão numa fase conclusiva. Agora, o grande desafio é produzir mais água para colocar nesta rede de distribuição. A rede foi estendida, mas o projecto de adução de mais água, que deveria ter outro ritmo de execução, infelizmente não acompanhou a execução das ligações e é preciso acelerarmos o passo nessa direcção”, afirmou o ministro da Energia e Águas.
O governante disse que o projecto gravita que visa a distribuição de água por gravidade é de médio prazo, sendo que “não é prioritário”.
A prioridade para Luanda é a construção dos dois principais sistemas (Bita e o Quilonga), justificou o ministro da Energia e Águas depois de visitar o sistema de abastecimento e distribuição de água do municipio do Cunhinga, na província do Bié. JC.