O ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, disse, recentemente, em Malanje, que o processo de privatização das grandes explorações agrícolas espalhadas pelo país que foram adquiridas com fundos públicos, decorre num ritmo acelerado.
O governante disse existir um relativo atraso “ porque nós somos aqueles que pensamos que essas fazendas já deviam ser concessionadas, serem entregues, mas, há um processo que decorre a nível das finanças respeitante à avaliação do custo desses empreendimentos”, justificou.
Explicou que esses empreendimentos, “ têm um valor de custo, mas, tal valor de certeza não é o real, então é preciso fazer uma avaliação muito realista do custo dessas fazendas, para depois partirmos para o processo de concessão”, realçou.
Acrescentou que dentro de poucos dias, o Ministério das Finanças depois de terminar com o processo, o concurso para o efeito, será logo anunciado.

Mais transparência
A nossa reportagem ouviu o cidadão Fernando Santos que disse ser necessário conduzir o processo da alienação das referidas empresas com lisura e transparência.
“Nós temos que deixar de assistir o mesmo círculo de serem as mesmas pessoas a beneficiarem-se dessas empresas. O processo tem que ser mais alargado e abrangente para que de facto nós como cidadãos comuns possamos concluir que houve de facto transpatrência no processo”, disse.
Fernando Santos disse que a eficácia desses projectos tinha de depender de um processo de monitorização transparente e mais abrangente com a participação de mais actores.
Por sua vez, o estudante Carlos de Sousa considera mesmo que os programas foram mal geridos desde a sua implementação.