A problemática da mobilidade e dos transportes colectivos urbanos públicos, sobretudo na capital do país, o ministro disse que no cenário actual de Luanda, com mais de oito milhões de habitantes e em que mais de 60 por cento da população se desloca da periferia para o centro da cidade, as quatro operadoras de transportes públicos não têm condições para dar resposta à demanda. Para a solução do problema, frisou, uma das soluções passará pela descentralização dos planos de mobilidade urbana, no quadro da transferência de poderes e competências para os governos das províncias, no âmbito das autarquias. Ricardo Viegas D’Abreu anunciou que a Empresa de Transportes Colectivos e Urbanos de Luanda (TCUL), que se encontra num processo de transformação para que deixe de dar prejuízos e passe a ser rentável, sendo que será reforçada com mais 220 novos autocarros, porque, embora esteja incluída no leque de empresas a serem privatizadas, é um ente público útil para a cidade de Luanda. O ministro acredita que com uma boa gestão, a empresa tem futuro e pode, além do transporte de passageiros, alargar o seu negócio para o transporte de carga.

Legalizar os “candongueiros”
Em relação aos taxistas, vulgo “candongueiros”, que transportam a maior parte dos passageiros da cidade de Luanda, o ministro disse haver diálogo com as associações para integrar todos, pois dos 18 mil identificados na cidade capital, apenas seis mil estão licenciados. Tendo em conta o papel que tem desempenhado, frisou, há necessidade de organizar essa parte do mercado que
ainda actua na informalidade. Quanto aos mototáxis disse ser um outro modo de transporte que o mercado encontrou, tendo em conta que outros modais não correspondem às necessidades dos cidadãos. Quanto ao sub-sector aéreo, o titular da pasta revelou que o processo de reestruturação da companhia aérea de “bandeira” Taag está em curso, sendo que no exercício transacto teve prejuízos de 100 mil milhões de kwanzas, decorrentes de provisões e custos operacionais de exercícios passados.