Um total de 45 milhões de dólares vão ser aplicados na Fazenda (SOCAMIA), do Grupo Castel, implantado no município de Cangandala, em Malanje, numa área de 5 mil hectares voltada para a produção de milho em grande escala.

De acordo com o administrador do grupo empresarial, Philippe Frédéric, o investimento a cima indicado inclui a instalação nos próximos tempos de uma fábrica de transformação de milho com capacidade de produção de 200 toneladas de farinha de milho por dia, 30 mil toneladas de grite por ano, para além de produzir farelo para ração animal e gerar empregos.
Com a implementação da unidade fabril, o grupo Castel vai poupar 40 milhões de dólares que são empregues anualmente na compra de grite (matéria prima para o fabrico da cerveja), acrescentou o responsável.
Neste momento, frisou, estão a ser explorados 3.600 hectares, dos quais 800 foram cultivados na campanha agrícola 2018/2019 prevendo-se uma safra de 2. 500 toneladas de milho até finais de Junho, numa colheita iniciada em Março deste ano.

Investimento
O projecto, a ser desenvolvido num período de cinco anos, já absorveu um investimento de 20 milhões de dólares. A fazenda SOCAMIA conta com uma área desmatada de 2 mil hectares e prevê até o próximo ano atingir 2. 600 hectares irrigados ano, segundo disse Philippe Frédéric.
Segundo fez saber ainda, Philippe Frédéric, a partir de Setembro prevê-se cultivar 1.600 hectares de milho dos quais, 1.100 irrigados, o que vai contribuir para o aumento da produção de milho na ordem de 10 toneladas por hectar.
Ainda assim, vão ser cultivados 600 hectares de milho em regime de sequeiros devendo obter-se uma colheita de 11 mil toneladas por ano, conforme explicou o administrador do Grupo Castel.
O responsável disse que em Setembro começam a ser instalados na fazenda, oito silos para a estocagem do milho com uma capacidade de 25 mil toneladas, bem como outros equipamentos para montagem do sistema de irrigação como bombas e tubos, numa extensão de 23 quilómetros.
A água vai ser captada a partir do rio Cuanza, disse Philippe Frédéric para acrescentar, que o grande problema consiste no escoamento do milho para a Catumbela (Benguela), onde é vendido a uma empresa de transformação de milho em grite num processo em que utilizam camiões que percorrem cerca de 700 quilómetros de estrada e com custos elevados.

Outros apoios
Por isso, pediu o apoio do Governo para ajudar na disponibilização de determinados vagões dos comboios do CFL já que a Fazenda está em Malanje, mas lamentou a greve nos caminhos-de-ferro e de uma ponte que está inoperante na província do Cuanza Norte, o que viabiliza a transportação da produção por aquele meio de transporte.“
Dentro de um ano vamos ter muito milho que vai ser necessário mandar para Luanda, nós não queremos fazer isso com camiões, mas sim, através dos caminhos-de-ferro que devem ter a disponibilidade de locomotivas, ou com comboio de 20 vagões, no mínimo, que deve efectuar viagens regulares”, disse. Philippe Frédéric acrescentou que os interesses são comuns uma vez que a direcção dos CFL precisa de cliente e sai a ganhar com a assinatura de um contrato para a transportação do milho, quer para Luanda e Benguela assim como também vendê-lo a empresas do sector agro-pecuário.
De acordo com o administrador do Grupo Castel, o milho proveniente da fazenda SOCAMIA é escoado para a fábrica de processamento do milho na Catumbela, onde 45 por cento do produto é transformado em grite, 35 em fuba que é empacotada em sacos de 25 kg, e 25 por cento serve de ração animal, que segundo disse regista grande procura no mercado.