A oferta interna de colchões é ainda, neste momento, incapaz de atender a demanda que o mercado nacional procura para autosatisfação.
Na ronda que a equipa do JE efectuou em casa de venda de mobiliário constatamos que chega-se aos 80 mil kwanzas para um colchão básico. No caso dos ortopédicos, recomendados para problemas de saúde ou condição física especial, os preços chegam aos 200 mil kwanzas.
Talvez seja a partir desse nicho de oportunidade que o mercado interno dispõe aos investidores que os chineses da Guang De dizem-se prontos para aplicar uma nova linha de financiamento na produção de colchões em Angola.
Eles que passaram de 15 para 20 fábricas nos últimos quatro anos, nas mais variadas áreas, estão agora a dedicar tempo e ciência na oferta de soluções de lar que respondam aos clientes de baixo, médio e alto padrão.
De acordo com “Gindungo”, o grupo Guang De vê em Angola um mercado para consolidar as suas estratégias para África, além, de que a força de trabalho, maioritariamente jovem, tem-se mostrado capaz de adaptar-se às exigências do crescimento da economia.
Com 2,5 mil trabalhadores, dos quais cerca de 100 são expatriados entre chineses e portugueses, a Guang De vai, nos próximos meses, alargar a sua presença com a abertura de vários escritórios de representação pelas províncias e facilitar, deste modo, o escoamento da produção para o interior.
Os investimentos do grupo chinês Guang De Internacional atingiu já os 200 milhões de dólares norte-americanos.
Os negócios do grupo estão nos ramos da construção civil, produção de mobiliário, colchões, chapas de zinco e almofadas, aviário, cultura de cogumelo, caixa térmica, molduras de esferovite, agência de viagens, entre outros.
Nos últimos 12 anos, o grupo investiu 100 milhões de dólares em unidades fabris de mobiliário, colchões, chapas de zinco, caixas térmicas e no domínio da avicultura. Produzem, igualmente, tecto falso e mil e 200 peças de molduras de esferovite para construção civil.
No domínio avícola, com 60 mil galinhas, estão a produzir 36 mil ovos/dia, mas esperam aumentar muito em breve a produção.
A política salarial do grupo, à semelhança do que acontece com os demais operadores económicos oriundos da China, é de pagamento/dia numa fasquia que varia dos 1.500 aos quatro ou cinco mil kwanzas/dia para as posições de maior relevo na divisão de trabalho.