O ramo da hotelaria e turismo da província do Cuanza Sul conta com 331 unidades hoteleiras, das quais 18 hotéis e 108 meios complementares (pousadas, pensões, lodges, estalagem, hospedarias e aldeiamentos turísticos), 205 restaurantes e similares, com 1.950 quartos, 2.298 camas, 3.260 mesas e 12.650 cadeiras, números irrisórios, para aquilo que é a dimensão da província, por isso alertou o empresariado a verem a região como porta aberta para o investimento. A afirmação é do coordenador do secretariado permanente das festas da cidade do Sumbe (Cuanza Sul), Agostinho Miquinho Domingos Casseça, que falava na abertura do ciclo formativo dos guias turísticos, que decorre no Sumbe, e termina hoje, 30, tendo na ocasião destacado que os jovens da região devem começar a ver no ramo da hotelaria e do turismo, a opção de formação quer do ponto vista académico como também profissional. Esta medida, disse, poderá à médio e curto prazo, contribuir para que o sector tenha quadros capacitados e qualificados nos diversos domínios do sector do turismo e hotelaria, devido os actuais desafios do país.

Reforçar a formação
Falando sobre o ciclo de formação, o responsável destacou que o turismo é o ramo do futuro, já que vai de forma significativa à médio e curto prazo contribuir “grandemente” na criação de emprego além da diversificação da economia. Para ele, o sector contribuirá, também, para o aumento da capacidade de arrecadação de receitas, desenvolvimento sócio económico do país, “neste sentido é urgente capacitar os nossos quadros”. Nesta conformidade, cerca de 26 guias turísticos estão a receber formação no Sumbe, num acto promovido pelo Secretariado Permanente das festas da cidade, tendo como objectivo capacitar os quadros locais para atenderem a procura destes serviços, tendo em conta o potencial turístico da província. Na ocasião, o administrador municipal do Sumbe, Adão Pereira, saudou a visão e iniciativa do secretariado das festas da cidade do Sumbe, em promover o ciclo formativo de guias turísticos, facto que vem responder às actuais necessidades do mercado, tendo como foco estimular os operadores do sector turístico a começarem a apostar cada vez mais no ramo. Referiu que apesar da situação económica que o país atravessa, o Executivo tudo está a fazer para que os principais constrangimentos que condicionam o desenvolvimento sejam resolvidos.