A direcção provincial da indústria, geologia e minas no Huambo, está a levar acabo desde princípio do mês em curso, o processo da campanha de licenciamento industrial com intuito de combater a fuga ao fisco e recuperar a economia da região.

O director provincial do sector, Bonifácio Vissetaca, que falava no final de uma visita à pedreira da empresa “Angolaca”, explicou que o lançamento da campanha de licenciamento industrial na província tem como objectivo recuperar e alavancar a economia da província e desenvolver a região do Planalto Central, realçando que com este acto o Huambo pode voltar ao segundo maior parque industrial do país.

“A estratégia para a concretização desta campanha pode compreender uma etapa muito importante, precisamos com urgência actualizar e licenciar as valências que conformam o sector industrial da província”, disse.

Apostar nas potencialidades
Para a diversificação da economia, salientou, a província do Huambo possui recursos e potencial para a prática da agricultura que pode oferecer matéria-prima para as indústrias.

A fonte chamou atenção para a necessidade de se adoptar mecanismos céleres que visem sempre a formação e iniciativa empresarial, especificamente de pequenos e médios industriais a nível local.

Manifestou que a campanha de licenciamento das indústrias será realizada de forma faseada em todos municípios da província.
“Vamos fazer estatísticas e diagnósticos porta a porta, depois vamos licenciar as indústrias que vamos encontrando no terreno e, futuramente, combater a fuga ao fisco”, esclareceu.

O trabalho de licenciamento será efectuado por um grupo multi-sectorial, que vai andar em todos municípios, a direcção da indústria tem como atribuições controlar e criar políticas para o investimento industrial.

Britânicos querem investir
O embaixador do Reino Unido em Angola, David W. Hopkins, anunciou, recentemente, na cidade do Huambo, o interesse dos empresários britânicos investirem no sector da agricultura na província do Huambo para contribuírem na diversificação da economia em curso no país.

Em declarações aos jornalistas, depois de um encontro com o vice-governador para o Sector Económico, Joaquim Rodrigues da Conceição, o diplomata assegurou que a delegação estava na região para se inteirar das potencialidades económicas e produtivas da província, principalmente do sector agrícola.

“Temos conhecimento que a província do Huambo é uma potência na produção do abacate e outros produtos que se estragam nos campos dos agricultores, mas com a linha férrea que atravessa esta região será possível transportar toda produção para o Porto do Lobito”, explicou.

David W. Hopkins disse que o projecto, a ser financiado pelo Governo Britânico será antecedido de um a formação de quadros nesta especialidade da agricultura ao nível de mestrado, para tirar melhor rendimento do acordo a ser assinado nos próximos tempos.

“Angola é um país em construção, com gente que tem um empenho incrível, orgulho sobre o que fazem e que vai construir este país no sentido de engrandecê-lo e elevá-lo a um nível satisfatório”, considerou o diplomata.

Destacou que entre os actuais desafios do seu Governo, o reforço do programa de desenvolvimento e extensão rural e outros tipos de trabalho que intervêm no campo nos outros pontos do país de modo a contribuir no aumento da qualidade de vida das populações do Huambo.
O vice-governador para o Sector Económico do Huambo, Joaquim Rodrigues, agradeceu a iniciativa do Governo Britânico, numa altura em que a província já tem um potencial de quadros formados neste sector.

Incentivar a produção
O director provincial da agricultura, Emitério Tiago, esclareceu que um total de 3.269 famílias camponesas dos municípios do Bailundo, Londuimbali e Mungo, beneficiam de imputes agrícolas com vista a aumentar as suas áreas de cultivo e garantir a segurança alimentar, no quadro do projecto do Executivo angolano, na luta contra a fome e a pobreza em parceria com a ONG Mosap.
Emitério Tiago teceu estas declarações quando radiografava as actividades que o seu sector desenvolve na região.

O responsável acrescentou que a agricultura familiar, orientada para o mercado, constitui um plano do Governo implementado em vinte e cinco comunas de doze municípios seleccionados nas províncias do Bié, Malange e Huambo.

No Huambo, a primeira fase do projecto garantiu o fomento de pequenos negócios e melhorar as condições de vida das famílias vulneráveis nas comunas sede do Bailundo, Londuimbali, Mungo, Lunge e nas comunas do Alto Hama e Ussoque.

O director provincial da agricultura salientou que o projecto comporta três componentes interligadas, sendo a capacitação, apoio ao investimento agrícola e a gestão de projectos as principais acções em execução desde 2013.

Emitério Tiago esclareceu que 86 subprojectos de apoio ao investimento agrícola estão a ser financiados pelo Governo de Angola e pelo Banco Mundial.

Dos três municípios contemplados, nesta primeira fase, disse que obtiveram resultados satisfatórios e com eles foi possível contribuir para a melhoria da condição de vida dos beneficiários assim como a criação de 209 associações de camponeses devidamente organizadas.