Uma fábrica de transformação de rochas ornamentais, instalada numa área de três hectares, está a funcionar desde Abril, no bairro Tamana, no município da Humpata, província da Huíla.
A unidade industrial, com um investimento de seis milhões de dólares norte-americanos, é uma iniciativa do grupo empresarial “Edson Yuan Mármore”, e está vocacionada para a transformação de granito negro em matéria acabada.
O gerente do projecto, Rui Mármore explicou ao JE que a fábrica, a primeira por sinal que compreende o consórcio estrangeiro e nacional e tem na sua actividade, a produção de chapas polidas, não polidas, mosaicos, paquete, bancadas, escadas, soleira, janelas, portas, campas, mesas de lazer, secretaria, bancos, mesas de chá e lancis.
Esclareceu que a transformação da produção das rochas ornamentais em produto acabado no país é um programa privilegiado pelo Executivo angolano, no quadro do programa de diversificação da economia.
O responsável afirmou que a fábrica de transformação vai de encontro aos propósitos gizados pelo Executivo angolano, que visa valorizar a produção nacional.
A timbragem de diversos tipos de imagem e escrita na pedra, é outra actividade que a fábrica prioriza, no seu processo .
“A instalação da fábrica, consta do programa do Executivo que visa assegurar uma oferta nacional e, que permita garantir uma produção significativa e reduzir de forma substancial as importações destes bens”, disse.
O gerente salientou que depois de um árduo trabalho de pesquisa pelo país, dadas as potencialidades e o clima do município da Humpata, aliada às facilidades proporcionadas pelo Executivo, foi possível, instalar a fábrica que tem na sua essência, dar soluções arquitectónicas e decorativas.
A empresa adquire blocos de granito nas empresas que exploram o minério no município da Chibia e Gambos.
A implantação da fábrica de mármore na Humpata, permitiu criar 70 empregos directos a jovens da região.

Início das operações

O gerente informou que a fábrica começou a ser instalada em 2014. Depois de vários procedimentos, onde se inclui a aquisição de equipamentos “sofisticados”, a actividade de produção e transformação começou no mês de Abril de 2017.
Por sua vez, o responsável pela área comercial, Cruz da Silva, explicou que a fábrica destaca-se no mercado.
“A notoriedade é conseguida aliando ao design do produto, a qualidade da pedra natural explorada pelas empresas Angostone, Cariango, no município da Chibia e Gambos, província da Huíla”, explicou.
Na Humpata, referiu, são aproveitados e produzidos o mármore negro de tipo “esmeralda”, “rosa”, “cinzento” e “cinzento-escuro”, além de “branco”, “cinzento claro”, “vermelho” e “castanho oriundos do Caraculo”.
Disse que a fábrica tem capacidade de cortar mais de 300 metros cúbicos de blocos, o que corresponde em mais de 10 mil metros cúbicos de chapas por mês, mas pode transformar mais, em função das necessidades e solicitação do mercado.

Novas fábricas

A incorporação da fábrica de blocos e de plástico, que entra em funcionamento brevemente será outra valência que o município da Humpata ganhará, segundo fez saber o responsável pela área comercial. A criação das duas unidades fabris vai permitir criar 200 empregos directos.

Empregos criados

A instalação da fábrica permitiu a criação de 70 empregos directos a jovens nacionais, e três para estrangeiros.
A maioria dos jovens que trabalha na fábrica é oriunda dos municípios da Chibia, Caluquembe, Matala, Cacula, Quilengues, com a maioria os nativos do município da Humpata (Huíla). Encontraram também empregos jovens oriundos das províncias
de Benguela e Cuanza Sul.
O jovem Nelson, veio da Canjala, município do Lobito (Benguela). Para ele, a entrada em funcionamento da empresa, é uma oportunidade de combater à fome e à pobreza no seio familiar.
José Xavier, 23 anos, é natural do bairro Tamana, arredores da sede municipal da Humpata. Segundo disse, a implantação da fábrica na sua terra natal, é um contributo para a diversificação da economia e reduzir a pobreza no meio rural.
António José Ferreira, responsável dos trabalhadores angolanos, disse que uma das vantagens que a direcção da empresa proporciona é o pagamento regular do Imposto de Rendimento do Trabalhador (IRT) e a segurança social.
Na fábrica, salientou António José Ferreira, o trabalhador beneficia também de uma formação profissional e contínua, o que “faz com que a pessoa se profissionalize na sua área de actuação”.

Ganhos para o município

A administradora municipal da Humpata, Paula Nassone, destacou o crescimento que a sua circunscrição regista. Aproveitou a oportunidade para convidar a classe empresarial a continuar a investir na região.
Afirmou que os pressupostos fundamentais para o desenvolvimento sustentável passam também pelo município da Humpata, tendo para isso destacado que a região está aberta para novos investimentos privados.
A administradora municipal da Humpata destacou que a região tem igualmente potencialidades para o sector agrícola, tendo destacado a fruticultura, com realce para a produção de maçã e pera.
Sublinhou que estas potencialidades podem contribuir para a política do Excutivo angolano que visa substituir o petróleo como principal fonte de receitas do país, criando outras valências para a “robustez” do Orçamento Geral do Estado (OGE), através do pagamento de impostos e outros serviços.
Para ela, a instalação da fábrica de mármores, no município, visa valorizar a transformação da produção nacional, ganhou na comercialização do produto acabado e com valor acrescido no mercado externo.