O Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) no Bié preparou 113 hectares para o cultivo de milho e do feijão, no presente ano agrícola, no município da Nhârea.
O responsável do IDA, Adolfo Sakualale, sublinhou que o projecto para nova implementação agrícola do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização (Mosap II) vai criar um novo dinamismo para os nove municípios que compõem a província do Bié.
Afirmou que 31 subprojectos para a produção do milho e feijão, estão a ser implementados numa extensão de 1.065 hectares de terra para todos os municípios da província.

Em relação as sementes foram disponibilizadas, pelo Mosap II, cerca de 28.118 quilogramas de sementes de feijão e 830 de milho para o presente ano agrícola.
Para analisar o desempenho e o acompanhamento dos projectos agrícolas nas províncias do Bié, Huambo e Malanje, os responsáveis do IDA e, representantes do Mosap II, estiveram reunidos na cidade do Cuito e analisaram novas técnicas para o desenvolvimento
da agricultura local.

Nova estratégia

A coordenadora Nacional do Mosap, Ana Paula, sublinhou que os técnicos do IDA e das Estações de Desenvolvimento Agrário, reuniram no Cuito, Bié, para desenharem novas estratégias.
“Para prevenir os constrangimentos, há necessidade de reinventar os desafios para actualizar e captar todas as informações que vão aparecendo ao longo do tempo com os coordenadores e os governos provinciais”, afirmou Ana Paula.
O projecto de agricultura familiar está a funcionar nas províncias da Malanje, Huambo e Bié.
O coordenador do Mosap II no Bié, Romeu Santa Rosa, adiantou que 1 mil milhão de kwanzas será aplicado nos subprojectos de apoio a agricultura familiar, que visam aumentar a produção interna na província do Bié, até 2021.
Para este ano, já foram financiados 31 subprojectos de preparação dos solos, distribuição de sementes e entrega de juntas de tracção animal, tendo consumido já 500 milhões de kwanzas, segundo o coordenador do Mosap II, Romeu Santa Rosa.
O Mosap II é uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Florestas, executado pelo IDA e financiado pelo Banco Mundial e pelo Governo de Angola.