O Ministério da Agricultura, através do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), pretende licenciar, nos próximos tempos, mais agentes para explorar e comercializar madeira, medida que visa potenciar o empresariado nacional virado neste segmento económico.
De 2016 até a data, o instituo controlou a comercialização de 140 mil metros cúbicos (m3) de madeira, e calcula que as exportações atingirem 55 mil m3 de madeira em toro e 33 mil de madeira em serrada.

Balanço
Segundo dados fornecidos pelo Idf, a produção de madeira em 2012 foi de 100 mil m3. Em 2014, o número foi estimado em 115 mil, tendo notado uma subida assinalável em 2015 para 164 mil m3.
Quanto à capacidade de produção anual em Angola, está estimada em um milhão e 250 m3, associado ao potencial da floresta plantada com cerca de 820 mil metros cúbicos por ano e 320
cúbicos da floresta natural.
A expectativa do Instituto de Desenvolvimento Florestal é subir os níveis alcançados em 1973. Para isso, está a implementar vários projectos que visam a multiplicação e plantação de espécies de madeira comercial
em todo o território nacional.
O Ministério da Agricultura vai reforçar o programa de repovoamento florestal no planalto central, por ser uma zona onde se explora com intensidade as plantações de madeira para transformá-las em carvão, usado na pequena indústria artesanal, como alambiques, carvão para o consumo e outras actividades comerciais.
A estimativa de repovoamento florestal está calculada em cerca de 50 mil hectares de novas plantações anualmente, com a participação do Estado, sector
privado e das comunidades.
Distribuído em duas frentes, o Executivo angolano pretende primeiro desenvolver o programa de aumento da produção e depois o da exploração da madeira e a sua exportação.
Para este ano, o Idf prevê que os níveis de produção de madeira em toro está calculado em 460 mil metros cúbicos, 276 mil de madeira serrada. Um programa que pode gerar cerca de 2.282 novos postos de trabalhos directos e sete mil indirectos.
A fonte documental do IDF, aponta que os projectos serão implementados na sua generalidade nas províncias do Bengo, Uíge, Cabinda, Moxico, Lunda-sul e Norte, a pretensão é reforçar a capacidade já instalada com propósito a
aumentar os níveis produtivos.
A implementação visa em outra instância o aumento da industria transformadora que segundo dados disponíveis apontam que em Angola existem 31 indústrias de transformação de madeira, com uma capacidade instalada de 1.210 metros cúbicos por dia.

Venda ilegal
O Instituto de Desenvolvimento Florestal está preocupado com a comercialização ilegal da madeira através de países limítrofes, assim como por via marítima, contrabando que envolve nacionais e estrangeiros.
Com a actividade comercial ilegal, muito dinheiro tem estado fora dos cofres do Governo angolano prejudica ndomuita gente envolvida naquela actividade comercial.