O Instituto Nacional do Café (INCA) está a implementar uma política de massificação da produção de café que permitiu que os níveis de colheita atingissem a ordem de 10 mil 950 toneladas durante a campanha agrícola do ano passado, para o presente calcula-se que chegue à ordem de 12 mil toneladas. Dados fornecidos pelo Inca, indicam que pesa para os resultados a dinâmica imprimida como o incentivo ao produtor com meios de trabalho, financiamentos à produção e introdução de novas tecnologias na produção. Uma actividade assegurada por mais de 50 mil produtores, 98 por cento na agricultura familiar. O facto de se estabelecer que o custo de um quilograma de café esteja avaliado em 600 kwanzas, uma medida de obrigatoriedade na comercialização deste produto, motiva ainda mais os produtores do bago vermelho que vendiam a preços baixos, enquanto o custo de produção era elevado. Nesta perspectiva o Inca através do Ministério da Agricultura, pretende os áureos tempos em que o café estava em alta com contribuições elevadas no orçamento geral do Estado, refere o documento. Ainda nesta base, recentemente a União Europeia através do Fundo de Apoio Social financiou cerca de 189.190 euros (49,253 milhões de kwanzas) para financiar a produção de café na província de Cabinda. O sector produtivo do café nos anos idos principalmente na década 70, segundo dados que vimos citando, os indicativos produtivos chegavam na ordem de 225 mil toneladas. A queda deveu-se ao insuficiente apoio ao produtor. Aliado às dificuldades de acesso às áreas de produção, inexistência de meios para o escoamento da produção.
AE