Doze milhões e 44 mil dólares norte-americanos dos 15 previstos é o valor disponibilizado pelo Banco de Exportação e Importação da Índia para financiar um projecto de descaroçamento e fiação de algodão, na província de Malanje, informou o embaixador daquele país em Angola, Srikumar Menon.
De acordo com o diplomata, que revelou a informação na semana passada, naquela província, os 15 milhões de dólares foram cedidos no âmbito da linha de crédito da Índia a Angola, assinada em Novembro de 2009, e destina-se ao desenvolvimento da indústria têxtil.
Sem avançar mais pormenores, o embaixador explicou que o financiamento não está a surtir os resultados desejados, pelo que esforços serão envidados junto do Governo angolano no sentido de se concretizar os fins para os quais foram cabimentados.
“Infelizmente não há progressos no projecto nos últimos anos”, frisou, tendo acrescentado que um dos aspectos marcantes do Governo de Angola é a aprovação de novas leis sobre o investimento privado para encorajar o crescimento e diversificação da economia, facto que coincide com o acordo rubricado relativamente à produção de algodão em Malanje.

Aproveitar as oportunidades
Srikumar Menon realçou que em Abril deste ano, o Ministério da Agricultura e Florestas destacou a produção de algodão e arroz no Norte da província de Malanje, como prioritário, o que para ele, as empresas indianas devem aproveitar como oportunidade para investir nestas áreas na província.
Frisou que do ponto de vista da economia indiana, a agricultura é um dos sectores mais importantes, e o país está disponível em partilhar a sua experiência e especialização nesse campo com Angola, à semelhança do que
pretende no domínio do turismo.
Por outro lado, o embaixador enalteceu o grau de cooperação entre os dois países, augurando que prossigam, para desempenharem um papel significativo e positivo na expansão das relações inter-pessoais, criando simultaneamente um clima favorável para as trocas comerciais entre ambos povos, pelo que exortou para mais abertura aos empresários do seu país para investimentos em
Malanje e em Angola no geral.
A indústria têxtil do país necessita de aproximadamente 24 mil toneladas anuais de algodão. O programa de produção de algodão do Ministério da Agricultura e Florestas tem como meta a produção de 100 mil toneladas anuais, num esforço repartido em 60 por cento para o sector empresarial e 40 para camponeses e pequenos agricultores.
A primazia pelas províncias de Malanje e do Cuanza Sul resultam do histórico das duas regiões.