Apesar do momento difícil que o país vive em matéria de disponibilidade de recursos, em 2018, o Executivo assegurou investimentos para o funcionamento de novos grupos de geração térmica, manutenção dos existentes e aumento das linhas de transporte de alta, média e baixa tensão que ligam os centros de geração aos centros de distribuição e de consumo. Segundo o ministro da Energia e Águas os progressos foram também consideráveis no domínio das águas, e os investimentos beneficiaram particularmente Luanda, o principal centro de consumidor, que conta agora com oito sistemas. No sub-sector eléctrico há vários projectos em curso, visando o aumento da capacidade da geração, transporte e distribuição de energia eléctrica, nomeadamente a conclusão da segunda fase de Laúca com adicionais 1.002 MW, no Ciclo Combinado do Soyo para funcionamento das restantes três turbinas com 375 MW, na central térmica do Cuebe em Menongue com 54 MW e as linhas associadas a Laúca que já chegaram à província do Huambo. Em perspectiva, está o projecto de desenvolvimento das linhas de transporte do sistema Leste, com a interligação à rede nacional de transporte, bem como a sua ligação ao sistema internacional de países vizinhos.

Mais águas
Em relação ao sub-sector das águas, o responsável revelou que existem “avanços significativos” no que toca a reabilitação, expansão e implementação de novos sistemas, assim como, a criação de pontos de monitorização do controlo de qualidade.
Quanto ao programa “Água para Todos”, João Baptista Borges revelou que estão a ser empreendidos esforços no sentido da normalização da sua sustentabilidade, que passa pela regularização da alocação de recursos financeiros.
Houve um nível de cumprimento de 44 por cento das acções preconizadas para o período 2013-2017, que 43 por cento continuam em curso e que apenas 13 não tinham sido executadas.