O Huambo ostentava, antigamente, o estatuto de segundo maior parque industrial de Angola, suplantada por Luanda, abençoado com um portfólio vastíssimo, incorporando empresas ligadas aos ramos têxteis, automóvel, bebidas, calçados, fábricas de transformação de imputes agrícolas e parafusos. Na visão do director do gabinete provincial do Comércio, Indústria e Recursos Minerais, Baldílio Vaz “o levantamento está feito”, no qual foi possível identificar “trinta e duas industriais e os seus ramos de actividades”, acrescentado que para o processo avançar “queremos trabalhar com os responsáveis e donos dessas industriais” no sentido de “conseguirmos alavancá-las”. A conjuntura de serviços, em todas as vertentes, e concorrência de mercado evoluíram. Mas o parque industrial do Huambo não acompanhou esta dinâmica evolutiva, em consequência do conflito armado, que, por mais de duas décadas, grassou pelo país, relegando a actividade comercial e produtiva à estagnação. O desafio que o gabinete provincial do Comércio, Indústria e Recursos Minerais tem em carteira, em parceria com empresários nacionais e estrangeiros, com base num de trabalho de levantamento e identificação de empresas foram redimensionadas pelo Estado e se encontram paralisadas. “Pretendemos reactivar (o parque industrial). Estamos a trabalhar à volta do assunto, estando a ser tratado ao mais alto nível, no sentido de dar o destino as mesmas”, disse.

Redimensionamento
Destacou que são as indústrias que foram até 1992, redimensionadas pelo Estado às pessoas singulares e empresários nacionais no sentido de se revitalizar a indústria nacional a nível da província do Huambo.
Reconhece que “hoje o parque industrial está totalmente destruído”, mas assegura que com o trabalho de levantamento, de definição de “prioridade e perfil económico e produtivo”, será possível revitalizar toda a cadeia do sector permitindo, desse modo, a “gerar um maior número de empregos”.
“O esforço do governo da província é de criar uma cadeia que realmente, funcione e possa albergar um maior número de empregados”, disse Baldílio Vaz, apontado que o levantamento é extensivo à identificação das potencialidades e necessidades dos municípios para “vermos meios e formas de alavancarmos a actividade económica”, pelo que é preciso, descreve, “sabermos com exactidão quais as indústrias que devem ser instaladas em cada um dos municípios”.
Revelou que “a informação está quase concluída, faltando fazer uma compilação” para se “fazer a montagem daquilo que será a cadeia produtiva a nível da província”, afirmando que esboço do caminho a percorrer, para se atingir os objectivos prognosticados, estão consolidados.
“O que nós produzimos, por exemplo hoje, no município da Chicala Choloanga, Cachiungo ou Bailundo, nomeadamente cereais, é o milho. O que se pretendemos é fazemos desses três locais o centro de produção e o centro de transformação ficar desanexado destes sítios, de modo a termos uma cadeia montada em todos os ramos. O milho produzido na Chicala Choloanga é transportado até ao município do Tchinjenje, onde é feita a transformação e, depois, a devida distribuição para a comercialização”, explicou.