A revitalização da indústria transformadora da província de Benguela aguarda pela concretização dos planos de investimento do Governo e privados, no sentido de poder sair da situação de estagnação a que se assiste nos últimos anos, admitiu à imprensa, o director do Gabinete provincial da Indústria, Abel Máquina Mussalo.
Falando a propósito do estado actual da segunda província mais industrializada do país, o responsável disse que a produção no ramo ligeiro alimentar, não alimentar e pesado em Benguela entrou em declínio desde 1992.
Abel Máquina acentua a ideia de que é preciso injectar mais capital, visto que as antigas empresas como a Jomba Industrial, no Lobito, por exemplo, paralisaram justamente por falta de investimentos ao longo dos anos, fazendo com que os níveis de produção caíssem significativamente.
Aponta a descapitalização dos industriais e o défice de profissionais para a operacionalidade desta actividade, pelo actual cenário de letargia do parque industrial de Benguela, o que contribuiu na perda de inúmeros postos de trabalho.
“Os industriais têm tido dificuldades no acesso ao crédito. Faltam garantias bancárias”, afirmou, alertando ainda para o mau estado das estradas e a escassez de energia eléctrica para a indústria transformadora, que até devia ser motor de desenvolvimento económico pelo seu potencial na geração de empregos directos e indirectos.
Explica a paralisação das obras de construção de uma fábrica na comuna de Monte Belo, município do Bocoio, executadas apenas na ordem de 30 por cento desde 2014. Se concluída, a unidade teria capacidade para processar diariamente cinco mil litros de sumo de ananás para o mercado.