A implementação da estratégia de diversificação da economia, iniciada em 2012, está a permitir que a indústria transformadora aumente cada vez mais, a sua contribuição no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Segundo o secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, que falava recentemente em Luanda num fórum económico, o relançamento industrial já está a começar a dar passos seguros e determinantes, a julgar pelo surgimento de várias unidades. Por exemplo, no ano passado, o peso da indústria transformadora no PIB foi de 6,5 por cento (pc), numa altura em que a meta é atingir os 10 pc, até ao ano de 2017.

Para se alcançar tal desiderato, o Executivo angolano está a implementar um ambicioso projecto, onde a primazia assenta no desenvolvimento dos vários sectores da economia nacional, onde o subsector da indústria alimentar contribuirá com 13 pc, bebidas com 11 pc, papel e embalagem de papel com 8 pc, minerais não metélicos com 11 pc, produtos de metal com 7 pc.

O ambicioso projecto contempla igualmente as indústrias têxteis e de confecções, cujo objectivo é de contribuir com cerca de 12 pc, química com 2 pc e por último a de equipamento de transporte atinja os 6 pc.

Objectivos  
O programa do Executivo para o período 2012-2017 destaca a importância da diversificação da economia, tendo em conta os índices de desemprego prevalecentes e a necessidade de se eliminar à fome e à pobreza.

O sector da indústria transformadora continua ainda a ser afectado por debilidades estruturais ligadas fundamentalmente aos baixos índices de competitividade, fraco apoio infra-estrutural e debilidades da estrutura empresarial.

O responsável destacou que para se alcançar os objectivos preconizados, existe muito trabalho para ser desenvolvido, mas acredita que, a produção industrial irá satisfazer as necessidades do mercado interno.

Esforços estruturantes
O desenvolvimento da indústria transformadora deve passar por bases sustentáveis, medida que vai contribuir na geração de empregos, aproveitamento de matérias-primas agrícolas e minerais, distribuição territorial das actividades e equilíbrio da balança comercial.

Estas metas, segundo justificou irão contribuir para o rápido desenvolvimento do sector, de forma a incrementar o valor acrescentado nacional que representa o investimento privado.

Na ocasião, Kiala Gabriel revelou que o sector industrial contará  com o envolvimento dos investidores privados na reabilitação e modernização das principais unidades, localizadas em Luanda, Benguela e Kwanza-Norte.

O programa contempla ainda, o fomento da produção industrial, através da promoção de parcerias público-privadas em projectos que contemplam a construção dos pólos industriais.

Instrumentos de apoio
O projecto tem na sua génese, a definição de uma política de inovação industrial, incluindo o apoio à criação dos “centros de inovação e competências” considerados prioritários; o estabelecimento de um sistema nacional de qualidade e segurança industriais, tendo em vista acelerar a normalização e fortalecer o poder concorrencial.

O programa prevê igualmente o reforço dos órgãos de suporte da actividade industrial, nomeadamente, o Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA), o Instituto Angolano de Normalização e Qualidade (IANORQ) e o Instituto Angolano de Propriedade Industrial (IAPI).