A Estrela da Floresta, criada pela Quantum Global, com sede na Suíça, como parte do seu portfólio diversificado de investimentos em madeira, pretende aumentar nos próximos dez anos os produtos de madeira e impulsionar a indústria do papel, num investimento de mais de 100 milhões de dólares.
Situada na região do Planalto Central em Angola, a empresa, que gere 18 concessões de terras do Governo angolano, pretende alcançar fortes retornos de investimento a longo prazo e já lançou este mês o seu projecto de reflorestamento de eucaliptos para indústria de celulose e papel do país na vila do Alto Catumbela (Ganda), em Benguela.
O projecto de exploração de madeira de eucaliptos, pinho e cedro concebido por esta empresa, visa desenvolver novas plantações florestais nos 18 perímetros florestais da até então pertencente ex-complexo da companhia de celulose e papel de Angola (CCPA) na região de Benguela e Huambo.
Denominado “Portas abertas”, essa iniciativa empresarial tem por objectivo demonstrar o potencial dos projectos de reflorestamento e industrialização da empresa com a substituição e replantações de novas espécies de eucaliptos, pinheiros e cedros, cujos resultados podem ser vistos dentro dos próximos anos.
De acordo com o director geral da “Estela da Floresta”, Bernardo Freitas, trata-se do começo de uma nova etapa para sua empresa e do país em especial, cuja implementação do projecto que consistiu nos estudos de solos, espécies de eucaliptos já ocorre há mais de um ano.

Primeira fase
A Estela da Floresta preparou nessa primeira fase de 2017/2018 uma área de 230 hectares, onde serão colocadas 50 mil plantas de eucaliptos no Alto Catumbela, das 275 mil espécies previstas em toda extensão do projecto, que compreende as províncias de Benguela e Huambo.
No I trimestre deste ano, foi criado um viveiro no recinto fabril do Alto Catumbela, onde existem actualmente 90 mil mudas, das 500 mil de capacidade prevista de espécies de eucaliptos que devem ser colocadas em 500 hectares até ao ano de 2019.