As obras de injecção de calda de cimento para a consolidação da estrutura da barragem de Cambambe, na província do Cuanza Norte, com durabilidade prevista para 50 dias, vão garantir maior robustez e durabilidade das estruturas de betão do empreendimento.
O facto foi revelado, na passada terça-feira, no aproveitamento hidroeléctrico de Cambambe, pelo secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa, durante uma visita de constatação, que marca o arranque da referida empreitada.
De acordo com o responsável, os trabalhos de manutenção vão restringir a operacionalização da central II da barragem de Cambambe, que vai deixar de fornecer 700 Megawatts (MW), dispondo apenas de 260, dos 960 gerados pelo empreendimento.
Fez saber que as mesmas limitações são verificáveis a nível do aproveitamento hidroeléctrico de Laúca, que passa a funcionar apenas com duas turbinas, o que perfaz um total geral de 1.887 MW, que estão fora de serviço, até ao fim das obras.
O secretário de Estado sublinhou que o sector, através das centrais térmicas de Luanda, Benguela e Huambo, pertencentes ao sistema interligado Norte e Centro bem como o ciclo combinado do Soyo vão acautelar o fornecimento regular de energia eléctrica às populações, sem quaisquer restrições.

Obras cortam na distribuição
As obras em curso nas barragens obrigaram a uma diminuição de mais de mil megawatts da potência disponível na rede de distribuição. A situação tem já provocado restrições no fornecimento que se observa ao longo dos últimos dias em várias zonas da capital.
Sobre a potência instalada a nível nacional, actualmente, o país conta com uma potência instalada de 5.000 MW, dos quais mais de 4.000, estão disponíveis para o consumo. Realçou que a nível dos sistemas Norte e Centro, não existem restrições do ponto de vista de produção, facto que permite que todos os clientes ligados à rede pública recebam energia pública.
O secretário de Estado, Belsa da Costa, deu a conhecer que as dificuldades de consumo de energia no Moxico vão ser colmatadas com a entrada em funcionamento de uma nova central térmica, com capacidade de 20 MW, até Setembro próximo. Já nas Lundas Sul e Norte vão-se construir centrais fotovoltaicas, a par da criação de uma nova central térmica de 20 MW no Dundo.
Em relação à cidade do Lubango, disse que o Executivo está a reunir recursos financeiros para a instalação de mais duas turbinas, para dar surgimento de uma nova central, visando a melhoria do fornecimento do referido bem de consumo.
Belsa da Costa disse ainda que a electrificação dos municípios da Banga, Bolongongo e Ngonguembo, situados a Norte, do Cuanza Norte, constam dos projectos do sector, tendo avançado que já estão feitos os estudos para o transporte da energia, mas falta o financiamento para o pagamento das obras.