A investigação científica conforme fonte do Ministério das Pescas e do Mar a que o JE teve acesso, visa avaliar a abundância dos principais recursos pesqueiros.

O navio de investigação com 74,1 metros de comprimento estará equipado com tecnologia avançada e poderá acomodar 29 tripulantes, 22 investigadores e terá uma autonomia para aguentar 29 dias no mar.
A embarcação é a primeira do género que Angola mandou construir, terá a missão de realizar a investigação cientifica e avaliar a dinâmica e a abundância dos princípais recursos pesqueiro com os processos oceânicos.
O navio “Baía Farta” vai também poder recolher amostras e estudar a ocorrência de micro plásticos, com impacto na saúde do ecossistema marítimo, entre outros aspectos de acordo com o Ministério das Pescas e do Mar como forma de rentabilização.
O navio vai prestar serviços também às empresas de exploração petrolífera.
O “Baía Farta” vai ainda permitir o intercâmbio entre os países da região, universidades e outras instituições congéneres de África, desde Marrocos até África do Sul.

Programa “Nansen”
Através do programa “Nansen”, financiado pelo Governo da Noruega e pela FAO, Angola há mais de 40 anos, tem beneficiado de dados sobre a abundância, distribuição e comportamento das principais espécies pesqueiras, bem como dados ambientais que permitem o estudo da dinâmica dos recursos.
Durante um encontro, promovido pelo Ministério das Pescas e do Mar, especialistas de Angola, Namíbia e África do Sul países integrantes da Convenção da Corrente de Benguela, bem como da Noruega, avaliaram o programa “Nansen” e identificaram as necessidades de desenvolvimento das capacidades de investigação pesqueira na região.