A terceira reunião da mesa da conferência dos ministros africanos dos Transportes traçaram esta semana, em Luanda, políticas que revitalizam e harmonizam o desempenho do sector, que inclui a criação de um mercado dos transportes aéreos no continente através da implementação da decisão de Yamoussoukro e a liberalização dos serviços.

No domínio dos transportes marítimos, os participantes consideram que o principal obstáculo verifica-se no atraso na implementação da carta africana revista dos transportes marítimos adoptada pela Ccimeira da União Africana, em Junho de 2010, que exige 15 instrumentos de ratificação dos Estados membros para a sua entrada em vigor.

No ramo rodoviário, regista-se assinaláveis progressos ligados a elaboração de padrões e normas para as auto-estradas trans africanas e o acordo intergovernamental para o envolvimento dos Estados membros e a sua aplicação.

Além de uma carta africana da segurança rodoviária está em fase de preparação uma actividade fundamental no plano de acção africana para a implementação da década global de acção para a segurança rodoviária de 2011 até 2020, refere um documento a que o JE teve acesso.
No domínio dos transportes ferroviários, o principal desafio é encontrar formas de atrair investimentos, particularmente para o desenvolvimento de redes de infra-estruturas ferroviárias em todo o continente.

Para maior desempenho do programa de desenvolvimento total do programa dos transportes na opinião da responsável para infra-estruturas e energia Ellam Ibraim, passa pela implementação de todos os programas traçados pelos respectivos Governos.

Participação dos governos
Segundo ela, os governos através dos Ministérios dos Transportes vão manter o desenvolvimento dos programas de investimento para o desenvolvimento de infra--estruturas em África (PIDA) que congrega quatro sectores, energia, tecnologia de informação e comunicação, transportes e águas fronteiriças.

Ellam Ibraim reconheceu a implementação dos projectos que estão a ser executados pelo Executivo angolano sobretudo as acções ligadas ao Corredor do Lobito, que faz parte do sistema integrado de todos os meios de transporte, o caminho de ferro, rodoviário, e transportes aéreos que ligam algumas regiões do continente.

“A comissão da União Africana, está satisfeita de forma que Angola está a implementar estes projectos, porque são de natureza regional e pode facilitar a agenda de integração do continente”.

No último encontro de Abuja em Julho de 2012, foram concluídos estudos para a determinação da falta de ligações infra-estruturais em vários corredores e foram formuladas propostas de projectos para as próximas fases, que incluiu o corredor Dakar-Ndjamena-Djibouti-Libreville, corredor do Lobito, a ponte da Gâmbia, ponte de Kinshasa-Brazzaville e as infra-estruturas nas proximidades e o corredor ferroviário de Cotonou-Ouagadougou-Niamey.

Os participantes da mesa de conferência são os cinco ministros responsáveis pelos transportes constituída como presidente Angola pela África Austral, Tanzânia (África Oriental), Ghana (África Ocidental), Camarões (África Central), Egipto (África do Norte).
O objectivo principal das reuniões da mesa é gerir os procedimentos da conferência, avaliar a implementação dos planos de acção dos subsectores dos transportes, aprovados pela conferência da UA e baixar orientações sobre a via a seguir, bem como a conferência seguinte.

Aviação
O responsável pelas políticas dos transportes aéreos da União Africana, Adiron Alberto, disse na ocasião para a necessidade de se uniformizar os horários dos voos entre os países do continente.

Segundo a fonte, a decisão de Yamoussoukro a necessidade da conexão de todas cidades capitais e políticas para evitar vias aéreas de ligação muito longas, dali a necessidade de maior compatibilidade.
A falta de quadros para luta do crime transfronteiriço, branqueamento de capital, poluição marina constitui uma das maiores carências em alguns países do continente.