O secretário de Estado da Energia e Águas, Joaquim Ventura, defendeu na passada quinta-feira (13), em Luanda, a necessidade do incremento do investimento privado no sector das energias renováveis, para aumentar o nível de consumo nas comunidades rurais.

O governante que falava, durante um workshop, organização pelo Instituto Regulador do Sector Eléctrico de Angola (IRSE), apelou igualmente a adesão da banca no projecto, com objectivo de atrair mais operadores para o sector energético e alavancar a área económica do país.

“Temos de contar com o investimento privado para ajudar a desenvolver o sector eléctrico e fazer chegar a energia em todas as aldeias do país”, revelou.

Segundo o secretário de Estado da Energia e Águas, o Executivo está apostado em dirimir o défice energético até 2017, altura que estarão concluídos os projectos em execução como é o caso da reabilitação de barragens do país.

Durante dois dias, os participantes no evento vão debater temas ligados aos “programas de transformação e o modelo de mercado do sector eléctrico”, “quadro legal do sector eléctrico” bem como “a revisão da lei Geral de Electricidade”.   

Projecto
O programa do Executivo virado ao aproveitamento de energia solar já permitiu abranger 128 localidades do país, bem como 170 postos de iluminação pública, nas províncias de Malanje, Bié, Kuando-Kubango, Moxico, Cunene, Huíla, Lunda-Norte e Zaire. O projecto prevê igualmente sistemas solares foto voltaicos, que serão instalados em 36 escolas, 29 postos médicos, nove postos policiais, 10 jangos comunitários e 48 residências administrativas. O ambicioso projecto a cargo do Ministério da Energia e Águas contempla também expandir o programa “Aldeia solar” pelo resto do país, integrado de programa de combate à pobreza, com o intuito de conferir melhor qualidade de vida à população. O projecto está a ser implementado nas zonas distantes das cidades, sobretudo em áreas que não tenham infra-estruturas e onde os sistemas foto voltaicos podem ser uma solução em termos de relação custo/benefício e a curto prazo massificar a utilização de sistemas foto voltaicos, fazendo com que as pessoas possam ter em suas casas energia solar. O programa “Aldeia solar” surge para cobrir zonas aldeias, escolas, postos de saúde, postos policiais e residências de administradores que nunca foram electrificados.

O ministério de tutela promoveu recentemente uma conferência internacional sobre a importância da energia renováveis em Angola, que conta com a participação de especialistas estrangeiros. A directora de energia solar do Minea, Sandra Cristovão, referiu que a sua instituição planificou para o cumprimento do seu programa, a criação de um centro de energias renovável e instalar 142 sistemas solares foto voltaicos isolados, num total de 534,6 kilowatts. O plano prevê ainda a instalação de 230 postes de iluminação em 30 localidades rurais já identificadas.

Um dos maiores objectivos de Angola no sector energético, é de enfrentar e vencer as principais barreiras que se colocam na concretização de projectos de energias renováveis. Nesta vertente, a directora nacional, afirmou que estão a ser desenvolvidos projectos de grande alcance social, como escolas, centros médicos, instituições administrativas.

A responsável acrescentou que no âmbito do programa de electrificação rural já foram instalados 17 sistemas e 50 candeeiros de rua.

Perspectivas
Sandra Cristóvão considerou que as perspectivas globais se colocam, a curto prazo, na conclusão da estratégia nacional para as energias renováveis, a médio prazo, no aumento da percentagem de população com acesso à electricidade nas áreas rurais através do uso da energia solar, e a longo prazo, na integração das energias renováveis, como a biomassa, solar e eólica na rede nacional.
Segundo, a fonte as políticas para promoção da utilização estão a  ser desenvolvidas e os principais projectos a concretizar no futuro mais próximo estão identificados, tendo sublinhado que falta agora apostar nas novas tecnologias.

Parceria
Por sua vez, o Ministério do Ambiente já elaborou o plano estratégico sobre as tecnologias ambientais para o período 2012-2017 que tem maior incidência de energia renovável, particularmente sobre a energia solar.

Segundo uma fonte da instituição governamental, a aplicação das novas tecnologias serve para reduzir os danos ambientais, são tecnologias limpas que não afectam em grande porção o ambiente. As tecnologias promovem o desenvolvimento sustentável, nos vários sectores da vida económica de Angola e faz parte das políticas e estratégias do sector, bem como a educação e consciencialização da sociedade.