O laboratório do centro de investigação pesqueira, no município do Tômbwa, província do Namibe, carece há dois anos de reagentes químicos e outros meios para realização de análises químicas e microbiologia, visando o controlo da qualidade dos produtos pesqueiros, informou hoje o chefe
de secção, Francisco Júnior.
Em declarações à Angop, o responsável disse que o centro, inaugurado em 1986, carece de uma intervenção urgente para dar resposta às exigências do sector pesqueiro neste município.
“O centro foi inaugurado em 1986 e desde aquela altura nunca mais beneficiou de reabilitação, bem como, o seu apetrechamento, como aparelhos de análises do tipo microscópico, sistema de refrigerantes e reagentes ou seja todos os equipamentos do centro estão obsoletos e ultrapassados,”
lamentou o responsável.
De acordo com a fonte, o centro de investigação pesqueira do Tômbwa debate-se ainda com a falta de quadros qualificados para corresponder às preocupações das empresas pesqueiras, contando neste momento, com apenas dois técnicos que garantem o funcionamento do mesmo.
“Precisamos de mais pessoal, pois actualmente temos quatro eventuais formados em biologia e necessitamos de quadros ligados a área de laboratório”, acrescentou.
O município do Tômbwa conta com 23 unidades pesqueiras ligadas à captura, transformação, conserva, salga e seca.

Captura de pescado

Por outro lado, a captura de pescado na província do Namibe atingiu, no I trimestre deste ano, um total de 37.171 toneladas, um aumento de 10.211 em relação ao período homólogo de 2016, anunciou, no Namibe o director provincial das Pescas e do Mar, Herculano Isaac Cativa.
Em declarações a Angop, o responsável disse que o aumento da captura é resultado da existência de uma frota de pesca composta por 489 embarcações, das quais 220 destinadas à pesca artesanal e 69 para a semi-industrial e industrial.
Apesar de haver uma redução da captura de pescado nas últimas semanas, resultantes das alterações climáticas, segundo o responsável, a pesca artesanal tem suprido as necessidades do mercado doméstico.
“Existem quatro factores que concorrem para produção pesqueira, nomeadamente a salinidade, temperatura, corrente marítima e a plataforma continental, e nesta fase do ano, registamos uma certa redução, mas que satisfaz o mercado local. Não há carência de pescado”, esclareceu.
De acordo com Herculano Isaac Cativa, as focas, que num passado recente incomodavam os pescadores, actualmente são consideradas recursos pesqueiros da província, estando disponível à pesca, desde que se obedeçam procedimentos legais para captura e processamento.
A província conta com 32 empresas que se dedicam à pesca e à actividade de produção de sal, que operam nas zonas norte,
centro e sul da orla marítima.