A partir de Julho, o laboratório regional do Instituto Geológico, instalado na localidade de Conjenge, município do Lubango, província da Huíla, começa a testar a qualidade da água, rochas ornamentais, areia e outros minérios, nas províncias do Huíla, Huambo, Bié, Namibe, Benguela,
Cunene e Cuando Cubango.
Construído com fundos do Programa de Investimentos Públicos (PIP), o laboratório foi visitado pelo secretário de Estado da Geologia e Minas, Jânio Correia Victor que na 0casião disse à imprensa que as obras estão concluídas e nos próximos dias inicia o trabalho de equipar as diferentes áreas criadas para o efeito.
O laboratório da Huíla, construído no quadro do Plano Nacional de Geologia e Minas do Instituto Geológico de Angola vai estar especializado no trabalho de rochas ornamentais e hidrologia.

Empreendimento
O laboratório da Huíla foi instalado numa área total de 5.980 metros quadrados, tem quatro edifícios, um dos quais de quatro pisos, onde vão funcionar salas de rochas ornamentais e industriais, distribuição, exposição, de fusão, de fluorescência de raio X, espectrómetro, sala de preparação, sala de medidor de ião, cronomatógrafo de ião, processamento de
decomposição de amostra.
O edifício tem ainda uma sala de exposição, bibliotecas, armazéns, tratamento de água destilada, pesagem, entre outros. Vão estar ainda disponíveis escritórios, áreas de análises, distribuição, polidoras, preparação da amostra, restaurantes e gabinetes.
O armazém de amostras, salas de emergência de baixa tensão, de exposição, sala de pesagem, de preparação, espectrómetro, de trabalho, de mediação PH, entre outros.
“Ficamos com boa impressão, porque o laboratório está com as obras concluídas a 100 por cento de execução física, já com os equipamentos no local”, disse.
Nos próximos dias, revelou a fonte, o empreiteiro vai entregar a obra, que contempla um período de mais dois anos de garantia, onde consta o período de formação on-job dos funcionários.

Apoiar o Planageo
O secretário de Estado explicou que vai se ter nesta região um Centro Regional Sul do Instituto Geológico, que vai apoiar, numa primeira fase, os levantamentos geológicos e geoquímicos da região centro e sul do país, no âmbito do Plano Nacional de Geologia.
Jânio Correia Victor reconheceu que o empreendimento vai trazer ganhos enormes. Acrescentou que a província da Huíla tem um potencial geomineiro enorme e o laboratório vai ajudar, na medida em que, por um lado, na questão da certificação e do valor das rochas ornamentais, se quer que seja uma actividade tradicional com futuro.
Disse que o laboratório regional está situado numa zona estratégica, que vai também beneficiar, também a província do Cunene, que tem registado carência de água. Vão se fazer trabalhos de hidrologia para aferir a qualidade do precioso líquido que é aproveitado nas mais diversas localidades daquela província
mais a sul do país.
Informou que as autoridades afins estão a desenvolver igualmente o trabalho de digitalização dos dados, que vai culminar com a realização de novos projectos na área da geologia.
“Sabemos que existe grandes lençóis de água. Com a funcionalidade do laboratório, vai se aferir os corredores com mais água na região”, garantiu, depois de acrescentar que as valências do laboratório são positivos, não só o Lubango, mas toda região sul.
Referiu a existência do laboratório central em Luanda e outro na região Leste, localizado na cidade de Saurimo (Lunda Sul).
Salientou que a instalação do laboratório vai exigir o recrutamento de novos quadros.
“O recrutamento de novo pessoal está a depender da aprovação do novo estatuto orgânico do Instituto Geológico de Angola”, anunciou.
Durante a visita, além da visita ao laboratório, o secretario de Estado reuniu com os trabalhadores da direcção regional sul do Instituto de Geologia de Angola, na Huíla.
Segundo o governante, no encontro, houve muitas preocupações, “mas gostamos do espírito aberto com que os trabalhadores transmitiram as mesmas”.
“Somos todos do sector mineiro, e a nova direcção voltará dentro de dias e vai se empenhar para resolver os problemas apresentados, porque existe funcionários que devem ir à reforma e outros que não mudam de cargo durante muito tempo”, disse.
Jânio Correia Victor mostrou-se preocupado com a fraca acção da direcção provincial da Geologia e Minas, cujo funcionamento não agradou o governante.
“Os salários estão actualizados, mas também existe o problema do próprio trabalho do funcionário. Estamos a ver agora com a direcção do Igeo, para começarmos a fazer as novas visitas e a criar uma série de programas de hidro-geologia por ser a base do trabalho dos trabalhadores que antes pertenceram à hidromina”, frisou.

Unidades de transformação
Na Huíla, o secretário de Estado da Geologia e Minas, Jânio Correia Victor, acompanhado por uma importante delegação do sector visitou também as fábricas de transformação de granito negro “Emanha” e “Granisul”.
O governante mostrou-se satisfeito com a qualidade do trabalho que é desenvolvido pelas empresas, que têm contribuído bastante no programa de diversificação da economia e diminuição das importações.
Disse que existe na província rochas de muita
qualidade e quantidade.
“O trabalho que está a ser feito pelas empresas é tecnicamente bom, profundo e de qualidade”, reconheceu, antes de sublinhar que a estratégia do Governo é de que “a exportação seja feita em produto acabado, em detrimento de blocos em bruto, medida que poderá melhorar
o rendimento das empresas”.

Constatação
O secretário de Estado da Geologia e Minas deslocou-se ainda para os município da Chibia e Gambos, locais onde funcionam as pedreiras da “Tchibemba”, “Angostone”, “Rodang” e “HM granitos” da Quihita.
No final da visita, Jânio Correia Victor mostrou-se satisfeito com o trabalho que está a ser desenvolvido, tendo garantido que serão, em breve, implementadas algumas medidas, com realce para a gestão mineira.
“Há produção, mas tem que estar em conformidade com alguns requisitos, que não estão a ser cumpridos”, salientou, tendo deixado recomendações que deverão ser seguidas, principalmente na preservação do meio ambiente.
Jânio Correia Victor recordou que a prospecção e produção mineira a sua acção tem regras, não só com o ambiente, mas também a protecção do homem, em primeiro lugar.