O largo Coelho da Cruz, localizado junto ao edifício dos Correios de Angola, foi o local escolhido para albergar o monumento do “Soldado Desconhecido”, disse o director nacional de Edifícios Públicos e Monumentos do Ministério da Construção, Filomeno Saraiva.
Falando ao JE, o responsável disse que o objectivo é honrar os soldados tombados durante os conflitos armados, sobretudo aqueles que desapareceram nas diferentes frentes de combate.
Segundo avançou, a infra-estrutura está avaliada em 11 milhões de dólares norte- americanos, o equivalente a 23 mil milhões de kwanzas.
A obra que iniciou há quatro meses tem a conclusão prevista para o próximo mês.

Projecto
A infra-estrutura a ser erguida numa área de cinco mil metros quadrados, com uma faixa voltada para a marginal de Luanda, vai compreender dois acessos ao memorial, jardim, zona de exposição e homenagem, bem como a rampa e tocha acesa para simbolizar a vitória e ascensão alcançada pelos soldados nas diferentes batalhas.
Além destes símbolos, o cenário do memorial vai contemplar igualmente mensagens gravadas em diferentes suportes em honra aos heróis tombados.
Uma vez concluída, a obra, que está também muito próxima ao edifício principal da Sonangol, vai se deparar com esta imponente infra-estrutura em construção no coração da marginal de Luanda, de modo a aumentar as opções de lazer e
passeio colectivo e individual.
Neste momento decorrem trabalhos de conclusão dos pavimentos, revestimentos, iluminação e preparação dos jardins.
A estrutura a ser montada no local está em fase conclusiva na Espanha, cuja execução está a cargo da construtora Metalomecânica Urssa- Metalomecânica.

Universalidade
De modo a conferir uma dimensão universal ao monumento, o Ministério da Construção visitou os monumentos de soldados desconhecido de países como Egipto, Portugal, Espanha, França, Iraque, Itália, Moscovo, Grécia, Reino Unido, Bagdad e Virgínia (Estados Unidos da América).
O objectivo é avaliar de que forma estes países se importam com os seus heróis, de modo a valorizar os angolanos de Cabinda ao Cunene, que deram o seu melhor para a conquista da independência nacional e da paz definitiva.
Entre os elementos comuns em termos de identidade dos monumentos consta a sua localização nos centros urbanos históricos, espaços em formato de praça pública e condições para acomodar eventos variados com destaque para as paradas militares.
Além destes elementos identitários, os monumentos trazem igualmente a bandeira nacional, tocha da chama eterna, placa com elogio cívico, monumento que traz a placa, estátua, jardins comemorativos,
chama eterna e espelho de água.

Mais-valia
Aguinaldo Pedro, hoje reformado pelas forças armadas Angolanas, mostrou-se
agradecido pela iniciativa.
Segundo o antigo combatente, o reconhecimento da sociedade angolana pela entrega e abnegação dos soldados que tombaram pela pátria é mais gratificante do que qualquer valor monetário.
A obra está ao cargo da construtora angolana Omatapalo, com a fiscalização a cargo da Adimacu, ao passo que a coordenação da empreita está sobre responsabilidade da DAR Angola Consultoria. A empreitada gerou mais de 50 postos de trabalho directos e perto de 100 indirectos.