Em declarações à imprensa, o governante pontualizou o bom andamento dos trabalhos, pois a colocação das torres de condução dos cabos de alta tensão já atingiu a província do Huambo, estando a decorrer o processo de lançamento das linhas de transporte de energia eléctrica.
Admitiu que, enquanto se aguarda pela energia de Laúca, a província continuará a registar dificuldades no fornecimento do produto, uma vez que o Aproveitamento Hidroeléctrico do Gove, com capacidade instalada de 60 megawatts, está inoperante devido ao baixo nível de água na sua albufeira.

Restrições
João Baptista Kussumua precisou que actualmente, a albufeira do Gove, inaugurada em 2012, possui 1.574 metros cúbicos, quando são necessários um nível acima dos 1.588 metros, numa diferença d
e 14 metros de altura.
“Existe uma depreciação de água, por isso, temos de poupá-la, através de uma lógica alternativa nos bairros, para permitir que as áreas administrativas, hospitalares e ligadas aos órgãos de defesa, segurança e ordem interna tenham acesso à corrente eléctrica produzida pela Central Térmica do Belém”, asseverou.
De acordo com o governante, a província está a ser abastecida por 25 megawatts produzidos por duas turbinas da Central Térmica do Belém, com a capacidade instalada de 50 megawatts, mas dificuldades na aquisição de combustível condicionam
o seu pleno funcionamento.
Por isso, manifestou convicção no desenvolvimento económico e social da província com o fornecimento de energia eléctrica a partir de Laúca, um impulso ao fomento da
indústria transformadora.

Expansão da electricidade
O Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca é um projecto estruturante inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento, para debitar ao sistema eléctrico
nacional 2.700 megawatts.
Começou a ser construído em 2012 e concluído em 2017 com a entrada em funcionamento da primeira
turbina de 334 megawatts.
O Executivo angolano está a trabalhar para expandir o acesso da população à electricidade, levando redes de energia para o interior do país, interligando sistemas, promovendo o bem-estar em todas as regiões do país, garante um documento do Ministério da Energia e Águas.
A grande meta do estado angolano neste momento é chegar em 2017 com um balanço energético de 5 mil Megawatts, isso está a ser feito com base na conclusão dos empreendimentos em curso, como a barragem de Laúca e Ciclo Combinado do Soyo.
Outra grande meta, revela a fonte é chegar a 2025 com uma duplicação da taxa da população com electricidade, ou seja, 60 por cento da população, mais de 14 milhões de habitantes devem ter energia eléctrica com base nestes projectos e estruturas que estão a ser construídas.