Durante a cerimónia que marcou o início do enchimento da Albufeira de Laúca, o ministro de energia e águas João Baptista Borges, garantiu, que em Julho desde ano, inicia-se a operação comercial da primeira turbina da hidroeléctrica de Laúca, e seguem-se as outras cinco máquinas respectivamente.
“Nós vamos colocar a primeira turbina em operação comercial, até o dia 31 de Julho, quer dizer, vamos injectar já capacidade no sistema eléctrico”, precisou, garantindo que “de dois em dois meses entrará sequencialmente uma turbina em operação até que estejam as seis concluídas em operação comercial, e dessa forma tenhamos, então, os 2.070 megawatts que completam a capacidade desta central”.
Dados postos a circular indicam que até o último final de sema os níveis de água na albufeira de Laúca já ultrapassaram a cota de 800 metros de altura.
De referir que para reter água suficiente para os testes de comissionamento das primeiras unidades geradoras, serão necessários 553 milhões de metros cúbicos de água.

Restrições

Segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, com o alcance desta cota, a partir da primeira semana de Maio os habitantes de Luanda vão registar um alívio nas restrições no fornecimento de energia eléctrica que enfrentam nos últimos dias.
Actualmente a barragem de Cambambe, assumiu-se como o maior centro produtor de energia, com 960 megawatts, facto que está a permitir reduzir as restrições a nível de Luanda.
O enchimento de Laúca só estará concluído na próxima época chuvosa, quando atingir a quota de três mil milhões de metros cúbicos de água. A barragem de Laúca, que terá uma capacidade para gerar dois mil e 70 Megawatts vai permitir fazer a interligação do sistema eléctrico norte, centro e sul do país. A albufeira de Laúca começou a ser enchida a 11 de Março, numa cerimónia orientada pelo Presidente da República,
José Eduardo dos Santos.
As obras de construção desta barragem, no rio Kwanza, província de Malanje, desde 2012, estão avaliadas em 4,5 mil milhões de
dólares norte-americanos.

Mais electricidade

De acordo com o Ministério da Enérgia e Águas, o cronograma de electrificação em curso no país, preve igualmente para o mês de Julho, a disponibilização das duas turbinas a gás a partir do Cilco combinado Soyo na província do Zaíre, onde se prevê igualmente a conclusão de mais duas turbinas de modo a gerar 750 megawatts de energia eléctrica a partir de 2018. De modo a garantir a distribuição de energia electrica um pouco por todo o pías, estão em curso várias iniciativas voltadas a extenção da rede de transporte de energia eléctrica com destaque para a linha de transporte Malanje, Luanda, Cuanza Norte, Cuanza Sul e Huambo. Já o ciclo combinado do Soyo vai construir novas linhas para
Nzeto, Mbaza Congo e Luanda.