A partir deste mês, as províncias do Cuanza Sul, Huambo e Bié poderão ser abastecidas por energia eléctrica produzida da Barragemde Laúca, em Malanje.
Segundo o director do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, Elias Estévão, em entrevista à RNA, o projecto vai receber ainda este ano duas unidades geradoras, sendo uma no mês de Junho e a outra em Dezembro.

“Brevemente iremos ao Waku Kungo (Cuanza Sul), sendo que até final de Março estaremos no Huambo e Bié. Se não houver qualquer constrangimentos no mês de Junho entraremos
com a quinta unidade”, disse.
Com o envolvimento de três mil trabalhadores, no maior projecto hidroeléctrico do país, está também, a ser construído uma central ecológica de 67 Megawatts (MW). As obras civis e electromecânicas em curso estão a quase 100 por cento da sua execução.
“Em termos de obras civis estamos com 98 por cento já executadas e já iniciamos a construção da central ecológica”, pontualizou.
Destacou que estão em curso a construção das linhas de transportação de energia, nos percursos Laúca/Cacuso/
Malanje e Cacuso/Calandula.
“Temos executada a linha Laúca/Capanda, Laúca/Cambambe, Laúca/Catete. Faltará executar a linha Laúca/Cacuso/Malanje e
Cacuso/Calandula”, informou.
No dia 18 do mês passado, a albufeira do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca atingiu o seu nível máximo de armazenamento com cerca de 5.6 mil milhões de metros cúbicos de água, factor que permite o funcionamento pleno das quatro unidades do projecto eléctrico, com uma potência instalada de 1.336 MW de energia.

Reservatórios abastecidos

Fonte do Ministério da Energia e Águas revela que, por causa da regularidade das chuvas, os reservatórios dos Aproveitamentos Hidroeléctricos de Laúca e Capanda, instaladas no médio Kuanza, na província de Malanje, atingiram, no mês passado,
a sua capacidade plena.
Com o aumento dos níveis de água nos dois reservatórios das barragens do rio Kwanza vai permitir que o sistema eléctrico Norte apresente maior disponibilidade de produção de energia eléctrica, garantindo alto nível de segurança energética para todo o ano de 2019.

Exploração comercial

Laúca dispõe de uma albufeira artificial com 188 quilómetros quadrados de área, com capacidade para reter dois biliões de metros cúbicos de água, sendo que iniciou a exploração comercial de energia eléctrica em 2017.
O aproveitamento de Laúca, um investimento do Estado angolano avaliado em 4,5 mil milhões de dólares norte-americanos, vai injectar no sistema eléctrico nacional 2.070 Megawatts (MW), quando as seis turbinas, de 334 MW cada, estiverem a funcionar em pleno assim como a central ecológica.
Em Dezembro de 2018 entrou em funcionamento o quarto grupo gerador, o que permitiu elevar a produção na central para 1.336 MW.
Depois de concluída, Laúca, será uma das maiores barragens da África Austral, ultrapassando Cahora Bassa, de Moçambique, que produz 1.920 MW.
No seu plano estratégico, o sector da Energia e Águas está a desenvolver vários projectos sendo que para além de Laúca está também em curso a Central do Ciclo Combinado do Soyo, com 750 MW, Cambambe, com 960 MW.
Até 2025, o sector eléctrico angolano passará a contar com uma capacidade de produção energética interna de nove mil Megawatts, com vista à satisfação da procura doméstica e industrial.