A província da Lunda Norte projecta fazer mais de 10 mil ligações domiciliárias, montagem de 60 chafarizes e a colocação de tubos para o transporte de água potável até aos bairros do Aeroporto, Samacaca, Kamakenzo 1 e 2, Tuliveno, Estufa, Caxinde e Satxindongo. Segundo o presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Água e Saneamento da Lunda Norte (EPASLN), André Camilo, consta dos projectos, um novo sistema de captação e tratamento de água potável para o município do Cambulo, que já está em fase de ensaios. Está também previsto, o início das obras de reabilitação das redes de distribuição. Prevê-se igualmente, a instalação de equipamentos a nível de outros municípios da província onde os sistemas, ainda não funcionam e constituem prioridade para o presente exercício económico. O responsável deu a conhecer que, a par da cidade do Dundo, capital da Lunda Norte, a empresa presta serviços nos municípios do Cuílo, Lubalo, Xá-Muteba e Lucapa, onde foram construídos, no âmbito do programa “Água para Todos”, novos sistemas.

Dívida
Por outro lado revelou que, 200 milhões de kwanzas é o valor da dívida contraída pelos consumidores de água potável da cidade do Dundo. André Camilo, disse que, a dívida remonta desde o ano 2016, altura em que, os clientes começaram a proceder a celebração dos respectivos contratos.
Entre os principais consumidores, que se furtam a cumprir com as suas obrigações contratuais pelo consumo de água, por via das ligações domiciliárias, constam os moradores da centralidade do distrito urbano do Mussungue, onde nos 5.004 apartamentos estão também instalados igual número de contadores.
André Camilo afirmou que muitas instituições públicas e privadas, figuram também da lista dos consumidores, que não pagam as facturas de água potável.
O PCA da Epasln declarou, que dos mais de seis mil clientes que têm contrato para o consumo de água, apenas um terço paga com regularidade as facturas.
“Infelizmente um terço dos clientes é que faz o pagamento das facturas”, disse,

Dificuldades
Por outro lado, alertou que em consequência dos incumprimentos das obrigações contratuais, a empresa não consegue resolver os custos operacionais, desde a manutenção dos equipamentos, aquisição de produtos químicos para o tratamento da água até aos pagamentos dos salários dos trabalhadores.
André Camilo disse que, não obstante ser pública, a empresa de Água e Saneamento da Lunda Norte não é orçamentada, daí a importância dos seus clientes serem chamados a honrarem os compromissos, pois tais receitas possibilitariam o normal funcionamento da instituição.
Recordou que a construção da estação de tratamento de água de 20 mil metros cúbicos dia, permitiu melhorias significativas no abastecimento.
André Camilo apontou que, a captação do rio Luachimo, com capacidade de bombear 20 mil metros cúbicos por dia, tem sido crucial no abastecimento de água aos habitantes da cidade do Dundo.