A frase “A agricultura é a base e a indústria o factor decisivo”, parece tomar nos dias que correm o rumo certo. O investimento privado e estatal estão todos os dias a duplicar.
A agricultura familiar por ser o segmento que mais produz cria mais postos de trabalho, o Governo reforçou o apoio com material de trabalho e baixou o preço dos fertilizantes.
Por exemplo, com enxadas e catanas nas mãos organizados em associações de camponeses, na povoação do Dungo, município de Icolo e Bengo, em Luanda, pretendem lavrar e semear a terra para aumentar os níveis produtivos e a colheita.
Marta Cassanga faz parte da associação. É proprietária de cerca de dois hectares de terra, parte deste terreno já foi desbravado pelos técnicos da agricultura. A mandioca, milho, e hortícolas estão na prioridade da agricultora. Fertilizantes já comprou o suficiente.
Um outro camponês associado é Lopes Dongala, com uma enxada na mão já preparou o seu terreno, na comuna da Funda. Estima-se que seja um hectare. Sorridente, apoia a valorização que a agricultura está a merecer.
A pequena povoação do Dungo testemunhou o tiro da largada, para o início da campanha agrícola 2016/2017, apesar de oficialmente o ano agrícola ter dado início a nível nacional, em Outubro na província do Huambo pelo Chefe do Governo.
Em Luanda, na passada campanha agrícola, os camponeses organizados em 44 cooperativas e 54 associações desbravaram 11 mil 182 hectares, onde cultivaram hortícolas, legumes, e tubérculos, apesar do insuficiente apoio que receberam do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).

Indicadores

Os indicadores para as próximas colheitas tendem a subir, face ao elevado número de terra para cultivar, aliado ao apoio substancial que o governo pretende disponibilizar, como a preparação de terra com meios mecanizados, material de trabalho e sementes.
Animados ainda, pela redução do preço de fertilizantes, a criação de mecanismo que incentivam o escoamento dos produtos do campo para os centros onde se pode comercializar, são outras valias que concorrem para o aumento dos níveis produtivos.
Com os imputes e políticas de apoio atribuídos, os agricultores pretendem ultrapassar as 200 mil toneladas de produtos agrícolas colhidos na campanha passada. Uma baixa justificada pela estiagem nos primeiros meses da campanha passada.

Apoio garantido

Como prova de que agricultura está a merecer um apoio do Governo, no âmbito da diversificação da economia, o governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, entregou, na passada sexta-feira, em Icolo e Bengo, sementes e fertilizantes, aos camponeses daquela localidade.
Para o sucesso dos indicadores produtivos, o Ministério da Agricultura e Florestas estará a monitorar a campanha, através de 17 técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), distribuídos nas estações de Desenvolvimento Agrário, dos municípios de Cacuaco, Viana, Quiçama e Icolo e Bengo.
Este número é considerado insuficiente para cobrir todo o território de Luanda, numa altura em que a província
conta com cerca de 225 aldeias.
A nova dinâmica que se está a imprimir no sector produtivo foi aplaudido, pela representante do IDA, Ana Salomão Canga, que considera o fornecimento de meios de produção e equipamentos para a preparação da terra vai proporcionar “bons resultados”.
A insuficiência de tractores, com apenas cinco tractores para trabalhar milhares de hectares na província de Luanda, é apontada pela responsável como um problema, assim como o aumento de transporte para apoiar os técnicos agrários.
Luanda é a menor província de Angola, com 18.826 km² de área. Sua população aproximada é de 7,1 milhões habitantes.
A província é semi-árida de clima tropical quente e seco. A temperatura média anual da província, é entre os 25°C e os 26°C, com o máximo de 27°C, coincidindo com o período das chuvas.