Os activos patrimoniais imobiliários mais valiosos da província foram entregues a custo zero, a gabinetes de desenvolvimento que não dependem do Governo Provincial de Luanda (GPL), o que está a dificultar no pleno funcionamento das estruturas.
A informação é do governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, durante um encontro com o Presidente da República, João Lourenço que manteve na sede da provincia, na sexta-feira passada, e que visou fazer o balanço da actividade de campo, realizada em vários pontos da província no dia anterior.
Na sua intervenção, onde o governante fez o diagnóstico da província, Adriano Mendes de Carvalho disse ser “incompreensível” que a Zona Económica Especial (ZEE), detentora de grandes extensões do território do município de Icolo e Bengo e de Viana, algumas das receitas de impostos e taxas arrecadadas e comparticipações não dão retorno aos cofres do Gpl.
Num encontro concorrido, acrescentou que a gestão da rede de semáforos não está sob o controlo do Governo local, e indica que o actual sistema de recolha de lixo e resíduos sólidos está desadaptado para o actual momento, o que motivou a reactivação de uma comissão criada para a redefinição de novos modelos operacionais e eficientes.
Uma outra aflição das autoridades locais prende-se com a ocupação ilegal de terrenos, por um lado, e o abandono de terrenos pelos proprietários, que também originam as ocupações ilegais, criando problemas para as administrações.

Problemas
Adriano Mendes de Carvalho enumerou algumas “disfunções” que estão a comprometer o desenvolvimento socioeconómico da província.
Para ele, à fragilidade das infra-estruturas já em estado de exaustão, ao estado precário das vias secundárias e terciárias, à falta de água potável e energia eléctrica, à ineficiência na prestação de serviços encravam o progresso de Luanda.
Em relação ao abastecimento de água potável, o Gpl quer trabalhar em parceria com o departamento ministerial encarregue desta pasta, no sentido de se tirar proveito da proximidade dos rios Kwanza e Bengo.
Neste segmento, Adriano Mendes de Carvalho, apontou mesmo os constrangimentos, com destaque ao baixo consumo per capita de água potável, nas zonas urbanas, peri-urbanas e sobretudo rurais, onde as populações estão a contrair doenças graves devido a má qualidade da água consumida.
A meta do Gpl é atingir, nos próximos dois ou três anos, um índice de distribuição de 80 por cento, atráves da intensificação do investimento no sector.
Consta do programa a aplicação de medidas pontuais de melhoria do trânsito na cidade, com o aumento dos operadores de transportes colectivos urbanos (autocarros e táxis), além de melhorar a iluminação e garantir a segurança pública.