A fazenda Luck Man implantada no município de Cahombo, em Malanje, numa área de 10 mil hectares, prevê produzir dez mil toneladas de fuba de bombó por ano, revelou terça-feira, ao “JE”, o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Carlos Chipoia.

Resultante de um investimento privado avaliado em 28 milhões de dólares a fazenda tem uma área de 4 mil hectares de mandioca, 800 de arroz e prevê ainda uma produção de 600 hectares de fruteiras e conta neste momento com 150. Além desta área de exploração, acrescentou, existe a componente industrial para o processamento da mandioca e descasque do arroz.
Carlos Chipoia disse que não se trata de uma fazenda com um investimento público ao contrário da informação divulgada recentemente, acrescentando que ao Estado coube simplesmente a cedência do espaço, mas todo o investimento é privado, pois não há nenhuma relação em termos de investimento da parte do Estado.
A produção de arroz na fazenda Lucky Man ocorre numa área de 800 hectares, onde foi obtida uma colheita de quatro mil toneladas na última época agrícola, esperando-se que, este ano, a área seja alargada para dois mil hectares, nos quais se prevê uma colheita de 12 mil toneladas que serão descascadas e empacotadas na fábrica da fazenda, que tem capacidade para processar 70 toneladas por dia.
Neste momento, frisou, o processo de descasque do produto ainda não é completo devendo também obedecer a alguns parâmetros, disse, acrescentando que foram recomendadas melhorias para que se possa dar permissão ao início da comercialização da produção
A mandioca produzida na fazenda é transformada em fuba de bombó no local, mas a produção de sumos só pode ter lugar depois da montagem dos equipamentos de uma unidade fabril na fazenda.
O director do Gabinete Provincial da Agricultura de Malanje precisou que a unidade para o processamento da mandioca não está paralisada, mas em fase de que estão sendo efectuadas algumas correcções técnicas do equipamento devendo entrar em funcionamento nos próximos tempos.
Para tal, frisou, Carlos Chipoia, foram baixadas algumas orientações, quer do Ministério da Agricultura como também da Indústria sobre o processo de transformação para que se tenha a fuba com a qualidade requerida para o consumo das comunidades, assim como para a comercialização de uma maneira geral.