O governador provincial da Lunda Norte, Ernesto Muangala, efectuou, recentemente, uma visita de campo para constatar a gravidade dos estragos que as ravinas estão a provocar na vida das comunidades e encontrar soluções que possam mitigar a situação.
Ernesto Muangala, passou pelos bairros Samacaca, Camatundo e Camaquenzo-1 e pelas obras de passagem hidráulica na estrada Dundo-Cacanda, e foi também ver as inundações que se registam na centralidade do Mussungue, resultantes das intensas chuvas que se fazem sentir na região.
Preocupado com o que viu, o governador disse, que o seu pelouro vai procurar soluções paliativas de forma a resolver o problema localmente.
Esclareceu que a ravina do bairro Samacaca consta do Orçamento Geral do Estado de 2020 e garantiu que o governo provincial vai proceder ao levantamento de todas as ravinas consideradas críticas e que podem a curto espaço de tempo provocar danos à população e a infra-estruturas para constarem dos próximos orçamentos.
“Devemos fazer um levantamento para se ter em conta as dimensões e os custos das empreitadas de forma a constarem nos próximos orçamentos”, disse Ernesto Muangala, que assegurou que, enquanto não se encontrarem as soluções definitivas, estão a ser envidados esforços no sentido de se evitar a progressão e a destruição dos bens públicos, inclusive residências das populações.

Zonas críticas
O governador da Lunda Norte revelou ainda, que as 14 famílias que se encontram no perímetro da ravina, no bairro Camaquenzo-1 vão ser transferidas para zonas mais seguras e com condições de habitabilidade.
Fez saber que os serviços de protecção civil e bombeiros já efectuaram o levantamento das famílias afectadas e vão garantir o apoio necessário que se consubstancia em materiais de construção e terrenos loteados.
Sobre as inundações na zona comercial da centralidade do Mussungue, o governador provincial reconheceu que as valas de drenagem são pequenas e não conseguem conduzir as águas das chuvas para as macro-drenagens e como consequência, acabam por transbordar e inundar algumas ruas da centralidade.
“A empresa que construiu a centralidade deve ser responsabilizada. Agendamos um encontro entre a IMOGESTIN, Fundo de Fomento Habitacional, PANCHINA e Governo local com o objectivo de encontrarmos soluções para este problema”, realçou.
As constantes chuvas que caem sobre a cidade do Dundo, província da Lunda Norte, estão a acelerar a progressão das ravinas que ameaçam a destruição de várias infra-estruturas sociais, residenciais e ligação rodoviária entre pontos estratégicos.
Foram identificadas três ravinas, sendo uma que ameaça a destruição da conduta do centro de produção de água do Mussungue, que abastece água a sessenta por cento da população da cidade do Dundo.
Esta mesma ravina já destruiu o centro de produção e distribuição de água de Cazunda, requalificada em 2011, no âmbito do programa “Água para Todos”, o que contribuiu para a redução significativa da oferta de água à cidade e arredores.
O Centro de captação de Cazunda produzia 2.800 metros cúbicos de água por dia e dispunha de um tanque que armazenava cerca de 300 metros cúbicos de água potável que chegavam para as residências de uma parte significativa da população da cidade do Dundo.
A não menos importante é também a ravina que está a progredir sobre a estrada que liga cidade do Dundo à sede Municipal do Chitato, a partir do troço bairro Norte-Camatundo.
A província da Lunda Norte tem mais de 70 ravinas, dessas, quatro já têm financiamento garantido através do Orçamento Geral do Estado 2019 e
estão a ser intervencionadas.