Em declarações à imprensa no final da visita efectuada às obras da referida escola, que está quase concluída, faltando apenas a construção do muro de vedação e o seu apetrechamento, Cândida Narciso disse que com a infra-estrutura em funcionamento a Lunda Sul poderá vir a ser conhecida não apenas pelos diamantes mas também pelas potencialidades agrícolas de que dispõe.
“Esta é uma infra-estrutura que vem ajudar o desenvolvimento da província, porque vai contribuir para a diversificação da economia, porque com os técnicos que sairão nesta escola far-se-á uma agricultura com ciência e tecnologia, o que irá contribuir para o aumento dos níveis de produção e da qualidade dos produtos”, disse.
Segundo a governante, a província da Lunda Sul é eminentemente agrícola, porque dispõe de um clima favorável, ricos recursos hídricos e solos férteis, “o que falta é um forte investimento neste sector e técnicos especializados. Com esta escola acreditamos que a questão de quadros não será mais um problema”.
Acrescentou que além de contribuir para a formação de técnicos e melhorar os níveis de produção e a qualidade de produtos, a escola vai igualmente gerar empregos para a juventude e não só.
A escola que está quase concluída comporta um edifício escola com cinco salas de aula, laboratórios, sala de informática, biblioteca, sala polivalente para conferências e reuniões, posto médico, instalações sanitárias, secretariado e gabinetes administrativos, refeitório, cozinha, lavandaria comunitária, jango, campo multiuso, oficina tecnológica e matadouro.
A mesma contempla ainda uma vacaria, capril, galinheiro, aviário, estação de tratamento de água, dois blocos para tratamento de águas residuais, edifício para reparação de máquinas, dormitório dos funcionários, uma área para prática da agricultura e dois grupos geradores.
Conta ainda com uma moradia do tipo T3 para o director da escola, quatro do tipo T2 para professores, seis do tipo T5 para os alunos em regime de internato que são no total 90, uma do tipo T2 para o responsável do internato.
Numa primeira fase vai formar alunos da 7ª a 9ª classe, num total de 150, nos cursos de agronomia geral, piscicultura, veterinária, agricultura e gestão florestal.
A obra iniciada em Fevereiro de 2016, erguida numa área de 20 hectares,está orçada em mais de 11 milhões de dólares norte-americanos.

Investimento

Setecentos mil dólares norte-americanos serão investidos em materiais de apetrechamento para a entrada em funcionamento, em 2018, da Escola Técnica Agrária do Mona Quimbundo, município de Saurimo,
província da Lunda Sul.
A informação foi avançada nesta terça-feira, em Saurimo, pelo secretário executivo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Angola(PADA), José da Costa.
Segundo o gestor, para o funcionamento pleno da escola, são necessários três milhões de dólares norte-americanos, mas, devido a actual conjuntura económica e financeira que o mundo e o país em particular enfrentam, serão investidos numa primeira fase 700 mil dólares na aquisição de carteiras, quadros, material informático, animais, equipamento de laboratório, tractores e algumas máquinas.
Por outro lado, informou que o Pada em colaboração com o governo local já está a criar condições para a capacitação dos futuros docentes da escola e na selecção dos alunos que frequentarão o primeiro ano lectivo.
O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas na Lunda Sul, Elias Zeca, disse que a construção e a entrada em funcionamento da Escola Técnica Agrária vai contribuir para o desenvolvimento do sector na região, uma vez que vai formar técnicos qualificados.
Elias Zeca considerou ser um ganho comemorável a construção da infra-estrutura, tendo em conta que a província debate-se com a falta de técnicos especializados em vários domínios da agricultura.