Pelo menos 500 moradias das mil previstas, no projecto habitacional Vila Sagrada Esperança “Mwono waha” (que na língua nacional tchokwe significa Nova vida), já estão concluídas.
A primeira fase do projecto que está a ser implementado na cidade de Saurimo, capital da província da Lunda-Sul, alberga 1.800 famílias afecta aos trabalhadores da Sociedade Mineira de Catoca e dispõe tipologias T3, com modelos A e B, e T4, com modelo D, um centro médico de referência, uma escola do I ciclo, com capacidade para 872 crianças.
A empreitada enquadra-se no âmbito da responsabilidade empresarial da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama) e foi inaugurado pela governadora da provincial, Cândida Narciso.
A segunda fase do projecto já está em curso.
O presidente do Conselho de Administração da Endiama, Carlos Sumbula, realçou que há dificuldades na avaliação preliminar dos custos, uma vez que as obras ainda estão em curso.

Exploração de diamantes
Fruto da inserção dos cidadãos em cooperativas de exploração de diamantes, mais de 500 quilates foram já extraídos de 2013 até ao mês de Julho de 2017, pelas doze cooperativas semi-industriais.
Estas cooperativas empregam mais de cinco mil pessoas, com realce para ex-militares.
A produção diamantífera industrial no país está avaliada em nove milhões de quilates/ano, mas poderá aumentar para 13,8 milhões de quilates/ano, no período 2017/2022.

Apoio social
O PCA da Endiama visitou também a escola que está a ser construída na aldeia do Sueja, onde recebeu explicações
do grau de execução das obras.
A reportagem do JE constatou que o projecto está praticamente concluído, faltando
apenas o seu apetrechamento.
Para o regedor da aldeia, Lucas João, a escola vai ser uma mais-valia, numa altura em que disse haver muitos jovens que pretendem dar continuidade a vida académica.
Revelou que igualmente que um dos principais objectivos é igualmente a construção da rede de clínicas “Sagrada Esperança” para
todas as províncias do país.
De acordo com o gestor, a intenção da empresa é garantir uma melhor prestação de serviços de saúde às populações e assegurar a prevenção de algumas patologias que muitas delas eram apenas prestadas no exterior do país.
Carlos Sumbula sublinhou que a clínica “Sagrada Esperança” está presente em 16 províncias, restando apenas as
províncias do Cunene e Uíge.
Acrescentou que estas acções estão alinhadas com o programa elaborado pelo Executivo no sector da saúde e que tem permitido realizar com bastante sucesso.
“Em todas as unidades contamos com profissionais mais bem preparados, os quais asseguramos uma formação contínua, tanto a nível nacional, como internacional”, sublinhou.