A província de Malanje conta com uma unidade fabril que vai transformar os produtos florestais e outros derivados em maciço, tábuas, barrotes, ripas, portas, carteiras e camas.
Com um investimento avaliado em quatro mil milhões de kwanzas, o empreendimento pertencente a empresa “Abwik”, garantiu 130 postos de trabalho directos, dos quais um expatriado de nacionalidade portuguesa e 310 indirectos.
O director-geral da Abwik, Gilberto Gil, precisou que a produção não se vai restringir apenas para a província de Malanje, mas também para a exportação. “Não iremos fazer como antigamente em que muitas empresas exportavam em touros. Nós faremos com outras valências, transformando em tábua, ripas, portas e carteiras”, precisou.
Destacou que a área comercial já está a trabalhar neste sentido, sendo que nos próximos dias “vamos começar a atender as primeiras encomendas”.
A fábrica tem capacidade de corte em torno de 50 metros cúbicos (m3) dia.
A matéria-prima para garantir a funcionalidade da fábrica vai sair das florestas naturais locais e da vizinha província do Uíge, com 10 mil hectares cada.
Uma das prioridades estabelecida pela Abwik é a plantação, e de acordo com o director, dentro de sete anos, o produto sairá dos supermercados, às florestas plantadas e reduzir a pressão sobre as florestas naturais nas províncias de Malanje e Uíge.
“Nos próximos sete ou oito anos, vamos poder explorar nas florestas plantadas”, reafirmou.

Indústria transformadora

Por sua vez, o administrador da empresa, Carlos Cunha, assinalou que a abertura do projecto, representa a materialização de um sonho de instalar a indústria de transformação de madeira nesta parcela do país.
Reafirmou a vontade de a empresa trabalhar na transformação da madeira “autóctone” ou natural, trabalhando no reflorestamento, na plantação das espécies, bem como a sua análise e estudo e estabelecer parcerias mas, preferencialmente com o Brasil, como fez questão de sublinhar.
Mostrou-se convicto dos resultados a alcançar a médio prazo pois como afirmou, “nós temos consciência do que representa este investimento, do que é necessário fazer para que o “play back” do seu custo se realize no mais curto espaço de tempo”.
“Temos certeza de que com a equipa que vamos trabalhar e com quem estamos a trabalhar, seremos capazes de realizar este desiderato. Vamos conseguir pagar a quem devemos e vamos realizar as nossas actividades sem muitos créditos, vamos elevar os nossos activos”, realçou.
A Abwik não só produzirá os bens materiais, vai dedicar parte do seu compromisso na formação dos jovens, razão pela qual, pensou no apetrechamento de áreas específicas para tal objectivo.
“Vamos fazer com que essa unidade seja de facto uma escola. Malanje tem uma zona planáltica invejável, mas não a nível do nosso país, invejável a nível do mundo, vamos tirar proveito disso.
Malanje precisa e merece e nós estamos aqui a dar este sinal fazendo com que esta obra seja a pioneira de muitas que irão concerteza nascer aqui”, reafirmou.

Reduzir o desemprego

O governador provincial de Malanje, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa” destacou o força e determinação da direcção da Abwik que não poupou esforços em erguer naquela que foi concebida como Zona de Desenvolvimento Industrial uma unidade fabril que vem ajudar num dos maiores problemas de reduzir o desemprego no seio da juventude e proporcionar o bem-estar nas famílias.
“Estamos a mostrar também que é possível fazermos boas coisas aqui em Malanje e é uma grande resposta para aqueles que só falam”, disse.