O transporte ferroviário de mercadorias, incluindo o minério proveniente da República Democrática do Congo, será reforçado com 300 novos vagões encomendados ao gigante chinês de logística Sinotrans, anunciou na passada terça-feira, o presidente do Conselho da Administração do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), Luís Teixeira.
Falando à imprensa, no final da visita do embaixador chinês em Angola, Gong Tao, ao CFB, no Lobito (Benguela), Luís Teixeira prevê que, com a chegada dos vagões, o transporte de mercadorias aumentará de 94 mil toneladas/ano para mais de 300 mil toneladas, incluindo o tráfego internacional, onde se destaca os minérios extraídos nas regiões de Katanga, na RD Congo.
“Já foi feito o primeiro protótipo do vagão. Vai ser analisado pelos nossos técnicos e a seguir irá ocorrer a produção em série para o fornecimento ao CFB”, revela. E acrescenta: “Numa primeira fase estão previstos 300 vagões, mas queremos
chegar às mil unidades”.
O responsável disse que a expectativa é de mais receitas, com o primeiro lote de vagões de cargas, já que, a seu ver, haverá melhorias da produtividade e produção na cadeia
do transporte ferroviário.
O CFB tem 67 estações do Lobito ao Luau, na fronteira com a RD Congo, e uma frota com 56 locomotivas, das quais 48 adquiridas à multinacional norte-americana General Electric (GE Transportation), e 66 carruagens, entre a 1ª, 2ª e 3ª classes.

Chineses querem investir
Empresários chineses estão interessados em incrementar o transporte de mercadorias diversas do interior e dos países vizinhos para o mercado internacional, através do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) e do Porto do Lobito, disse o embaixador
chinês em Angola, Gong Tao.
Gong Tao considera o Porto do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela empresas ideais para fornecer um serviço logístico de transporte de mercadorias, provenientes designadamente do exterior para Angola, do litoral para o interior e para
os países vizinhos e vice-versa.
Entre as empresas daquele país asiático, de olhos em parcerias junto das empresas do Corredor do Lobito, estão, ao que a Angop apurou, a China Harbour Engineearing Corporation, a Costo e a Sinotrans (viradas para a logística, sobretudo nos transportes
ferroviário e marítimo).