No evento, o ministro da Agricultura, Marcos Nhunga, apelou aos camponeses a reforçarem o investimento, face aos incentivos fiscais e apoios
garantidos pelo Governo.
Segundo o ministro, cerca de 100 mil hectares de terra arável, dos cinco milhões disponíveis, são preparados, anualmente, através da motomecanização e tracção animal, para produção agrícola, representando apenas dois por cento do
uso deste recurso natural.
Contudo, o país aumentou a produção de milho para mais de dois milhões 238 mil 456 toneladas de milho, as quais foram colhidas durante a campanha agrícola 2015/2016 e registou-se um aumento de 360 mil 151 toneladas, em relação a safra 2014/2015, com uma safra de um milhão 878 e 305 toneladas.
Marcos Nhunga disse que Angola dispõe de recursos naturais que permitem atingir níveis de produção agrícola e que podem contribuir para o desenvolvimento sustentável e exportar o excedente. Esta mística que até bem pouco tempo fazia parte do passado começa agora a ser resgatada com políticas de
incentivo ao empresariado.
O executivo tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas legais e institucionais que visam a promoção e criação de condições para atrair a captação do investimento privado, o fomento da actividade agrícola empresarial e
privado em larga escala.
Na ocasião, a directora de Crédito do BDA, Patrícia Almeida, disse que a sua instituição está a trabalhar com o ministério da agricultura e a interagir, directamente, com os promotores numa óptica de tentar
ajudar a desenvolver o sector.
Recentemente, segundo a fonte, uma delegação da instituição esteve na província do Moxico onde foram analisados os projectos de cultivo de arroz e exploração de madeira e foi aprovado um projecto de
cerca de 20 milhões de dólares.
Este programa vai abranger mais provinciais, estando em curso a análise e inúmeros projectos cuja aprovação dependerá da fiabilidade dos mesmos.
Por outro lado, o director do Instituto de Desenvolvimento Agrário referiu que a produção está estratificada por zonas, sendo a zona Sul onde se pratica em grande escala a produção de cereais e tubérculos, bem como a criação de gado animal.
No encontro participaram ainda agentes económicos ligados à banca comercial, sector agrícola, seguradoras e investidores, que participam
na produção agro-pecuária.