O sistema de revista electrónico de bagagem de passageiros em raio X, do Aeroporto internacional da Mukanka, situado nos arredores da cidade do Lubango, província da Huíla, está avariado há cinco anos, facto que inviabiliza a realização do trabalho de controlo de bagagem em melhores condições.

Com a reabilitação e ampliação do aeroporto internacional da Mukanka, atende-se actualmente, 500 mil passageiros por ano, contra os 120 mil da aerogare doméstica anterior. O aeroporto internacional da Mukanka é porta de entrada à província da Huíla e da região sul, via aérea.
A chefe do posto aduaneiro do aeroporto internacional da Mukanka, Leopoldina Ricardo prestou a informação ao Jornal de Economia & Finanças, à margem do encontro de tertúlias das acções da 5ª Região Tributária que abarca as províncias da Huíla e Namibe.
No encontro participaram empresários e estudantes universitários sobre “Artigos e produtos isentos do pagamento de direitos e demais importações pelos viajantes”. Leopoldina Ricardo explicou que a revisão de bagagem é uma das funções da Administração Geral Tributária, como medida de prevenção contra infracções fiscais e aduaneiras, mas a avaria do sistema de revisão da Mukanka
cria constrangimentos.
Afirmou que em alguns aeroportos, o sistema de controlo de bagagem é feito por sistema electrónico, que são os aparelhos de raio x ou outras ferramentas disponíveis, mas no Lubango, a questão é diferente, porque a revista é feita com grandes dificuldades.

Vertente aduaneira
Sobre a transportação ilícita de capitais, a responsável explicou que os passageiros que vão para o exterior e chegam a exceder os valores estipulados por lei, que é, para os nacionais 10 mil dólares e para os estrangeiros 8 mil.
Referiu que muitas pessoas também acabam por transportar peças de carro numa mala, enquanto deviam transportar numa caixa.
Disse que os técnicos do seu órgão primam por uma conduta baseada nos princípios éticos e deontológicos. Aconselhou que, em caso de violações, o passageiro pode recorrer à AGT e fazer uma informação por escrito sobre os procedimentos que não estejam a ser aplicados.
Leopoldina Ricardo indicou que existem entidades isentas de revisão de bagagem, tendo indicado os titulares e membros dos órgãos de soberania da República.

Novo aeroporto da Mukanka
O novo aeroporto internacional da Mukanka, uma primeira estrutura de grande envergadura construída na cidade do Lubango, após a independência, foi inaugurada no dia 29 de Dezembro de 2009, pelo antigo primeiro-ministro, António Cassoma, actualmente secretário-geral do MPLA.
As obras do aeroporto custaram ao Estado 100 milhões de euros (kz 26.7 milhões) e a sua construção foi acelerada de 18 meses para 11, devido ao compromisso assumido pelo Executivo em albergar o Campeonato Africano das Nações, o maior acontecimento desportivo da modalidade em África.
O aeroporto foi concebido para atender o tráfico doméstico e internacional e ocupa uma área de 7 mil metros quadrados, com sistema tecnológico avançado. O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, garantiu na altura que o aeroporto tem uma pista principal dotada de equipamentos qualificados e meios exigidos pelas instituições internacionais no domínio aeroportuário.
A aerogare tem salas de embarque e desembarque doméstico e internacional, área para os serviços de apoio como alfândegas, serviços de emigração, polícia fiscal, edifício para os bombeiros e gabinetes de companhias aéreas. Tem ainda restaurantes, lojas, salas protocolares e um edifício novo da torre de controlo, da central eléctrica, parque de estacionamento para 300 viaturas, incluindo autocarro e táxis.
A área de movimento sofreu uma profunda intervenção devido ao alto estado de degradação que a antiga apresentava, principalmente nas camadas das estruturas da pista principal, caminho de circulação, sistema de drenagem, balizagem e equipamentos de apoio à navegação aérea.
A pista principal, depois da sua reabilitação, passou de 2.900 metros para 3.200 metros de comprimento e sete metros e meio de cada berma, perfazendo 60 metros de largura, tendo sido projectado para operar o Boeing 777.
No aeroporto da Mukanka foi implementado o sistema de iluminação da pista para permitir as operações nocturnas, a placa de estacionamento foi reabilitada e ampliada para aviões com 64,8 metros, ficando com uma capacidade de acolher aviões do tipo Boing 777 ou 747.