Os 149 quilómetros de extensão do Metro de Superfície da cidade de Luanda começam a ser construídos, a partir do próximo ano, com um investimento de 3 mil milhões de dólares norte-americanos, anunciou na passada terça-feira, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, em entrevista à TPA. A infra-estrutura, que consta das prioridades do Executivo angolano, visa dar maior mobilidade e descongestionamento a nível da província de Luanda, já que vai cobrir os eixos Porto de Luanda/Cacuaco, Avenida Fidel Castro Ruz/Benfica, Porto de Luanda/Largo da Independência e Cidade do Kilamba/1º de Maio. Existem dois sistemas de metro de superfície, designadamente o Bus Rapid Transit (BRT) e o Veículo Rápido sobre Trilhos (carris), abreviadamente VLT.
O primeiro utilizado para sistemas de transporte urbano com autocarros, que são alvo de consideráveis melhorias na infra-estrutura, nos veículos e nas medidas operacionais que resultam numa qualidade de serviço mais atractiva. Pode ser compreendido como um autocarro de grande capacidade que opera em faixas segregadas na superfície. Em contraposição ao BRT, está o VLT, uma composição ferroviária com trilhos de superfície, que precisa de energia eléctrica, e que se traduz num sistema que atende a oferta de transporte existente entre o autocarro e o metro subterrâneo. Ricardo Viegas D’Abreu explicou que o estudo de viabilidade sobre o Metro de Superfície já está elaborado. O investimento vai ser realizado no âmbito de uma parceria público-privada, cujos termos “estão bem claros”, mas cujo modelo ainda está em fase de aprovação e só depois passará para a fase da construção.

Projectos estruturantes
Sobre os aeroportos e portos, o ministro destacou que o novo aeroporto ainda não tem data prevista para a sua conclusão e que carece de correcções pois foram detectados defeitos nas obras. Disse também que há uma ideia de remodelação do Aeroporto 4 de Fevereiro e que já existe parceiros para a sua recuperação. Em relação aos portos disse que o futuro Porto da Barra do Dande, ser importante não consta da prioridade do Governo, do ponto de vista de investimento público, mas se houver iniciativas privadas poderá avançar. Reafirmou a titularidade pública do Porto do Caio, em Cabinda, e revelou a pretensão da construção de um porto no Soyo (província do Zaire) e a elaboração de um plano director para o Porto de Luanda. Ricardo de Abreu deu a conhecer também que estão a trabalhar para tirar Angola da lista negra marítima internacional e expressou a necessidade do país ter pelo menos dois a três portos principais que sejam de referência a nível da região. O ministro realçou que o subsector ferroviário transporta 1,5 milhões de passageiros/ano.