Uma unidade de conservação de peixe está na agenda da empresa “Mileomar”, de acordo com o seu proprietário Miguel de Oliveira. Em entrevista ao JE, Miguel de Oliveira revelou que vai investir, numa primeira fase, cerca de 150 milhões de kwanzas, para a construção e apetrechamento da unidade de conservação de pescado, na Ilha do Cabo, em Luanda, com capacidade para conservar até 12 toneladas. O objectivo é garantir as condições de conservação do produto para aumentar os níveis de distribuição do produtono interior do país. O empresário disse que normalmente o preço do produto acompanha o do combustível, já que as embarcações gastam aproximadamente 200 litros de combustível por noite. “Quando o combustível sobe os produtos do mar também, porque gasta-se muito”, disse. Questionado sobre a influência do Imposto sobre o valor acrescentado no sector das pescas (IVA), o empresário disse que vai afectar sobretudo o consumidor final.

Operação transparência
Miguel Oliveira deu nota positiva à “Operação Transparência” face ao afastamento das grandes embarcações que vinham prejudicando a biomassa angolana. Segundo o armador, nos últimos dias, os níveis de captura aumentaram consideravelmente, sobretudo para as embarcações que actuam à 120 milhas da costa marinha angolana. Actualmente, os níveis de captura do pescado rondam as 15 toneladas por semana. Entre as espécies mais capturadas na costa marinha angolana constam a sardinha,
chicharro e madionga. O empresário aproveitou, igualmente, a ocasião para explicar que as embarcações usadas no mercado nacional são na sua maioria de produção local. “Para reparar uma embarcação de pequeno porte em Angola, os custos rondam os quatro milhões de kwanzas”, revelou.