O Ministério da Energia e Águas, através do seu plano energético até 2025, pretende garantir a segurança energética, aumento da capacidade de produção, assim como viabilizar a rede de transporte de distribuição de energia. Segundo o titular da pasta, João Baptista Borges, o objectivo é aumentar o acesso às populações, sobretudo em zonas do interior do país.

Falando durante uma conferência, realizada em Luanda, pela consultora internacional KPMG, sob o lema “Eficiência energética e desenvolvimento sustentável”, o governante afirmou que dentre os muitos propósitos está igualmente a melhoria na eficácia das empresas públicas, incentivos e a abertura do mercado a privados. O projecto prevê a revisão do modelo tarifário, assim como garantir a electrificação rural.

Além disso, novos convénios de investimento e parcerias privadas, implementação efectiva do novo marco regulatório ainda este ano, reforço do transportador e comprador único em operação até 2014 constituem outros dos grandes desafios.

Capacidade instalada
Durante a sua intervenção, João Baptista Borges sublinhou que até 2025 se pretende ter uma capacidade de 8, 6 gw, tendo considerado que a electrificação é um vector para o desenvolvimento.  

Na sua visão, a sustentabilidade do sistema energético é outro aspecto importante que se deve ter em conta para o sucesso da electrificação no país.

Electrificação rural
Segundo assegurou, dentro daquilo que é a extensão das infra-estruturas eléctricas, a electrificação rural é uma das áreas que vai merecer uma atenção especial, uma vez que se tem projectado até 2017 efectuar cerca de 600 mil ligações a nível de todo o país.  

Lembrou por outro lado que, em 2011, o volume de subsídios que o Estado analisou com as empresas foi de cerca de 76 mil milhões de kwanzas.

O investimento acumulado até 2012, que culminou com o fim da fase de reabilitação foi de cerca de 575 triliões de kwanzas. “Por outro lado, outra grande direcção que contribui para a sustentabilidade energética é desenvolver uma matriz eléctrica no país”, sustentou.