Nos últimos quatro anos, o Ministério da Geologia e Minas submeteu ao Titular do poder Executivo, o programa do sector que assenta em pilares cuja acção contempla a informação, mapeamento geológico e mineiro de todo o território, ferramenta principal do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO), segundo avançou na passada quarta-feira, em Luanda, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz.
Falando durante a celebração das jornadas do Dia do Mineiro, que vai celebrar-se no próximo dia 17, o governante considera fundamental o ambinte de negócios baseado nos príncipios da transparência, lealdade, rigor profissional e das boas práticas internacionais.
Neste período, disse, notou-se um avanço na recolha de informação geográfica e a descoberta de novos domínios mineiros em Angola, um factor que confirma o país como sendo um destino singular para o investimento na actividade mineira, proporcionando um valor acrescentado para a economia angolana.
Segundo o Ministro, o Código Mineiro é um instrumento moderno que transmite confiança ao investidor, bem como confere um ambiente institucional de grande utilidade para os utentes dos serviços da área de minas.

Acções desenvolvidas
Francisco Queiroz sublinhou que o sector da Geologia e Minas desenvolveu a sua actividade com base nos objectivos traçados pelo Plano Nacional de Desenvolvimento (2013/2017).
Precisou que houve a recuperação das infra-estruturas geológicas, elaboração e execução do Plano Nacional de Geologia, desenvolvimento de recursos humanos, criação de empresas e o saneamento económico e financeiro das empresas diamantíferas.
As tarefas conducentes à realização destes objectivos foram realizadas no quadro da estratégia de curto prazo, cujo objectivo essencial era fazer “face à crise”, aumentar as exportações de minerais, com o objectivo de arrecadar mais receitas fiscais e cambiais para o país.
Realçou que através do mecanismo dos programas dirigidos, a estratégia proporcionou e aumentou a capacidade de produção de rochas ornamentais e a sua exportação, melhorou o sistema de cobrança de taxas e emolumentos.
Tornou mais eficiente o sistema de controlo da produção e pagamento de taxas na produção de inertes.
Por outro lado, revelou, acelerou as condições para a entrada em funcionamento de diversos projectos mineiros, como por exemplo, o ferro gusa de Cutato Cuchi (Cuando Cubango), ferro primário e secundário de Kassinga (Huíla), fosfatos do Zaire e de Cabinda.
Destaca-se també, o projecto do ouro de Mpopo e Chipindo, cobre de Mavoyo, Nióbio do Longonjo (Huambo), diamantes de Luaxe, Catoca, Lucapa Tchegi, Chimbongo e Cambulo (Lunda Norte).

Valorização do trabalhador
Atendendo às aspirações do trabalhador mineiro, foi criada a associação “Mutualista”, que visa a promoção do bem-estar dos trabalhadores, suas famílias e da comunidade, que se concretiza através da promoção social, reduzindo progressivamente, as desigualdades sociais e as assimetrias.
Na ocasião, o coordenador das celebrações deste ano, José Galiano, anunciou que será realizado, em breve, o conselho consultivo alargado do Ministério da Geologia e Minas, que vai fazer o balanço das actividades do sector inseridos no Plano Nacional de Desenvolvimento (2013/2017), estratégias do sector para os próximos tempos.