O Ministério dos transportes vai manter a dinamização e optimização de negócios no ramo dos transportes ferroviário, marítimo, aéreo para manter crescimento e robustez da economia angolana e diminuir as assimetrias regionais. A informação foi avançada terça-feira, em Luanda, pelo ministro angolano, Augusto da Silva Tomás, quando falava no seminário sobre “harmonização, comunicação institucional e marketing do sector dos transportes”, acrescentou, que ao longo da última década 631 milhões de passageiros utilizaram o sistema de transporte. A maior taxa de cobertura de transporte para os diferentes pontos de Angola nas suas variadas áreas, a racionalização dos meios existentes, o uso da base intermodal, plataformas logísticas, pode impulsionar o desenvolvimento económico do país e competir com outros países da África austral. O ministro que dissertava sobre o tema “ Transportes, logística e o desenvolvimento sustentável de Angola”, acrescentou que o comércio regional tem relevância com a fortificação do sistema. Por sua vez a directora do Gabinete de estudos e Planeamento económico (GEPE), Teresa Muro, disse que está em curso no ministério a elaboração do plano director para execução do programa que vai permitir a ligação ferroviária de Angola com a Zâmbia para facilitar as trocas comerciais. Assim como anunciou que está em curso a aquisição de 1.500 autocarros para o transporte escolar. Deste número 352 já estão no país, além de que durante os últimos 10 anos o sector ter construído cinco (5) estações ferroviárias em diversas áreas de Luanda, e adquir seis(6) locomotivas (AAGE) e reabilitou (8) antigas. “A estratégia do transporte abarca na adopção no país de uma série de projectos que facilitem o processo de desenvolvimento económico, e potenciar as políticas de base territorial bem como consolidar uma rede estruturada de transportes públicos que facilite a mobilidade da população”, disse.

Metas
Para atingir este objectivo o sector dos transportes conta com novos serviços de apoio como, recursos humanos, 7 institutos dos quais 4 com autonomia financeira, 14 empresas públicas um capital infra-estrutural para rentabilidade. Onde estão aliados, os sectores dos transportes que congrega quatro ramos rodoviários, marítimos-portuários, ferroviários e aéreos. Com base em actividades executadas na última década e no I trimestre de 2018, o ramo rodoviário elaborou um estudo de estratégia de transportes públicos nas 18 províncias. E pode constatar a presença de mais 6 mil autocarros de passageiros, e estabeleceram parceria com o Cinfotec para a formação de especialistas no ramo. Já no ramo ferroviário foram reabilitados cerca de 2 mil 720 quilómetros, 150 estações rodoviárias, e a construção de três centros de formação profissional para os caminhos-de-ferro nas províncias do Bengo, Huambo e Huíla. Durante a década no ramo marítimo-portuário modernizou-se e melhorou-se o funcionamento dos portos, foram construídos um porto seco de contentores no Lobito, reabilitação dos portos do Lobito, Cabinda, Namibe e Soyo.

Redução de fretes
Segundo a fonte, criaram-se as condições para a redução dos fretes marítimos, reestruturaram e relançaram os serviços de cabotagem, e construção das infra-estruturas marítimas e terrestres para o transporte de passageiros na baía de Luanda, museu da escravatura, e a ilha do Mussulo em Luanda. Na mesma fase, o sector posicionou mais de 100 bóias, adquiriram-se (8) embarcações fluviais, houve a construção de canais removíveis na província do Cuando Cubango, (6) lanchas rápidas de busca e salvamento, (3) rebocadores multifuncionais, (5) catamarãs, (2) lanchas hidrográficas, abertura de canais de navegação em Luanda, constituíram avanços no sector. Está em fase de conclusão o canal fluvial do Rivungo-Changongo, que vai permitir a conexão entre a Zâmbia e Angola fundamentalmente na zona do Cuando Cubango. No ramo aéreo, durante o período em referência, foi criado o gabinete de prevenção de acidentes aéreos, e foram emitidos 13 certificados para operadoras nacionais com destaque para a Taag, e adquiridos (5) provedores de transporte aéreo, tendo-se duplicado acordos diversos com outras operadoras aéreas. O ministério através dos seus departamentos adquiriram (5) aeronaves para a Taag. Os indicadores apontam que foram transportados 631 milhões de passageiros, manipularam 138 milhões de toneladas de carga, empregaram 16 mil trabalhadores, criaram 255 mil empregos indirectos nos projectos executados, e construíram (4) centros de formação, e a implementação de táxis personalizados em todo o país. Cerca de 550 milhões de passageiros transportados no sector rodoviário incluindo os agentes privados, onde a Tcul representa 33 por cento do número indicado, enquanto o sector marítimo transportou 1 milhão e o aéreo 36 milhões. A carga transportada pela Unicargas e privado é de 9 milhões de toneladas, ferroviário 321 mil toneladas, 125 milhões de toneladas no transporte marítimo e o aéreo é de cerca de 1 milhão.

Projectos
Está em construção a segunda linha Bungo-Baia, a reabilitação do aeroporto do Cuito, Bié, construção do novo porto do Caio em Cabinda, construção do quebra mar, nova ponte cais, aquisição de 2 navios de cabotagem para a ligação Cabinda/Soyo/Luanda, para permitir que a população de Cabinda chegue a outros pontos com uma certa facilidade. Está também em curso a construção do terminal de cabotagem em Cabinda e Soyo, e a ampliação do aeroporto de Cabinda. A directora dos transportes rodoviários Noélia Costa, disse que vai ser executado o programa denominado BRT- um projecto que reduz o tempo de viagem que já teve a sua fase inicial, que abarcava uma linha a partir da estalagem (Viana) e cercania do aeroporto 11 de Novembro, suspenso por falta de dinheiro porque estava a ser executado com base a uma linha de crédito do Brasil.