Umanova estrada com duas faixas de rodagem nos sentidos ascendente e descendente, que liga a centralidade do Kilamba e desemboca na Via Expresso, no município de Belas, em Luanda, abriu na última terça-feira aos transeuntes, e deverá facilitar a circulação rodoviária. Com uma extensão de aproximadamente dois quilómetros, sinalização vertical e horizontal moderna, além da ilumninação assegurada, a rodovia vai terminar com o “sufoco” dos automobilistas, que durante muito tempo usavam vias alternativas para atingir a zona habitacional. Por agora, está em falta a sinalização através de semáforos. No dia depois da abertura ao trânsito, o espaço que se apresenta com passeios e zonas de lazer, práticas de exercícios físicos e jardinagem, a presença de moradores da centralidade e do bairro adjacente (Camama 2) ilustra a satisfação com o equipamento social disponibilizado. Sem precisar o tempo que durou a obra, revela apenas que terá levado “muito tempo”, e proporcionou mais de 20 empregos directos e indirectos, afirmou a fonte que pediu anonimato. Na perspectiva de conservar o meio ambiente, foram plantadas muitas árvores, e colocados espaços verdes que proporcionam uma paisagem bonita. Hernani Cachipingue, com equipamento completo da empresa que está a trabalhar no projecto, destacou ter sido uma oportunidade para resolver problemas ligados à família.

Redução
Com a estrada terminada vai se reduzir o tempo para chegar aos locais de trabalho, além de garantir uma durabilidade dos automóveis dos moradores e visitantes, revelou o taxista Mário Vasco. Lembrou que no princípio, os automobilistas da centralidade para chegarem à via expressa, consumiam no mínimo mais de duas horas num “anda pára, anda pára “ provocando longas filas com prejuízos económicos e de saúde à muita gente. No antigo cenário, segundo o automobilista, os moradores eram obrigados a madrugar para chegar à baixa de Luanda, ou outros pontos da cidade, provocando inúmeros acidentes com perda de vidas e danos materiais em preços altos, fruto do cansaço e sono. Aliás, naquele perímetro era impensável praticar a actividade de táxi “Era uma loucura vir para este lado e pensar fazer táxi, havia um engarrafamento infernal”, disse. A solução naquela altura era abrir picadas nos bairros. “Estamos muito satisfeitos com o término da nova estrada”, acrescentou um automobilista ao volante de uma viatura, que se identificou como Janota.

Recuperar
Entretanto, os automobilistas alertam a administração local, a recuperar o troço de quase um quilómetro defronte a dois supermercados, localizados na centralidade que em tempo de chuva acumula água, inviabilizando o trânsito. “É preciso ver o problema daquele espaço entre o Kero e a Igreja Universal que em tempo de chuva acumula muita água e provoca muitos constrangimentos. Ali os carros ficam perdidos e provoca danos materiais incalculáveis”, explicou Dário Bernardo ao volante de um Suzuki. A referida via permite que a circulação de automobilistas que desembocam na via expressa em direcção à vila
de Viana, Zango e Cacuaco.