A fábrica de água denominada “água na paz” (Tchilisso), que surgiu no mercado nacional em 2015, com um investimento de 470 mil dólares americanos, está a ser comercializada nas províncias do Leste, Sul e Centro do país, bem como também já é exportada para as vizinhas Repúblicas da Zâmbia e Democrática do Congo (Estados membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral).
O proprietário da empresa, Benjamim Afonso, mostrou-se satisfeito com os resultados que o produto tem granjeado no mercado nacional e internacional, sendo que, segundo revelou,a marca lidera às opções dos clientes, principalmente em unidades hoteleiras
e alguns centros comerciais.
O empresário referiu que o processo de fabrico do produto decorre à bom ritmo, apesar de registar alguns constrangimentos na importação da matéria-prima, por falta de divisas, tendo por isso, solicitado o apoio do Governo no sentido de solucionar esta situação, medida que poderá contribuir para mantenção e o normal funcionamento da unidade industrial.
A fábrica produz diariamente 1.200 litros, e é responsável por 50 por cento de toda “água de mesa” que se consome
na província do Moxico.
A marca que simboliza a paz, surgiu há dois anos no mercado nacional, com um padrão de alta excelência, que simboliza o monumento histórico, construído na cidade do Luena, para homenagear o contributo da província no alcance da paz e da reconciliação nacional.
O empresário disse que a água é “cristalina” e é das maiores reservas de água doce de Angola, captada num furo de 160 metros de profundidade.
O empresário da fábrica, afirmou que a finalidade da produção da “água na paz” surgiu da necessidade de aproveitar as potencialidades que a província oferece, e por outro lado, reduzir os custos de importação de água mineral por parte dos comerciantes locais.

Custos de produção
De acordo com o gestor da fábrica, os custos de produção estão a ser cada vez mais altos e com a falta de novos investimentos, sublinhou, dificilmente se vão alcançar às metas, que visam aumentar os níveis de produção, e criar novos postos de trabalho para os jovens, contribuindo desta forma, para o programa do Executivo angolano, que visa diversificar a economia nacional.
Benjamim Afonso afirmou que se conseguir o financiamento, vai colocar uma nova linha de enchimento, que poderá produzir recipientes de cinco litros de água, podendo assim atingir uma produção de 12 mil litros de água por dia.

Mão-de-obra
A iniciativa empresarial criou cerca de 18 postos de trabalho directo, prevendo-se que com o alargamento das acções que se pretende implementar, o projecto industrial possa gerar mais de 50 empregos.
“Conseguimos a alcançar o maior propósito que se previa com esta fábrica, que era de abastecer os grandes e pequenos estabelecimentos comerciais com água produzida localmente”, assegurou o empresário.

Benefícios
O jovem Isaías Benedito, de 32 anos de idade, operador de linha de enchimento, mostrou-se satisfeito pelo facto de conseguir o seu novo emprego, o que tem servido para sustentar a sua família e os estudos.
“Este projecto tem contribuído bastante para as nosas vidas. Daqui sai o sustento das nossas famílias e conseguimos cobrir várias necessidades”, destacou o jovem, visivelmente radiante.
Por sua vez, o empreendedor Hermenegildo Gomes, destacou que a fábrica que produz a “água na paz”, surge num momento crucial da nossa economia, porque os custos de importação estão cada vez mais altos. Segundo frisou, com a fábrica “tudo fica mais próximo, e não temos necessidade de gastar muito dinheiro, principalmente para o aluguer
ou pagamento do transporte”.
Hermenegildo Gomes, dono de uma hamburgaria de maior referência na cidade do Luena, afirmou que o “precioso líquido” tem qualidade, tendo parabenizado a iniciativa do empresário, porque, na sua visão está a contribuir na redução do desemprego, bem como na dinamização da economia do país, com particular realce para a província do Moxico.
Por seu turno, Pedro Ruben, 26, consumidor, frisou que este é o momento que os empresário devem continuar a investir na província, porque o Moxico é rico em recursos hídricos.
“Temos tudo para ter mais fábricas, porque a região oferece condições para este tipo de projectos”, informou.
Os estabelecimentos comerciais, como por exemplo, a rede hoteleira, cantinas, supermercados, e outros agentes é visível a venda em grandes quantidades.

Significado
A “água na paz” é denominada “Tchilisso” um pequeno recipiente utilizado na região para filtrar água, com base em raízes medicinais que é usado para o consumo de bebés recém-nascidos para a sua protecção contra as doenças diarreicas e intestinais.