Duas mil charruas, 500 catanas, 250 pás, 200 limas, bem como 60 toneladas de fertilizantes do tipo “12-24-12”, 10 toneladas de amónio, 15 de ureia e 20 de milho, estão disponíveis para assegurar a campanha agrícola 2019/2020, a nível

da província do Namibe.

Dados do Gabinete provincial da Agricultura e Pecuária indicam que nesta época, cerca de 40 mil famílias estarão envolvidas, e que poderão desbravar 20 mil hectares de terra para o cultivo, visando produzir 144 mil toneladas de produtos diversos.
Prevê-se ainda produzir em viveiros, 410 mil plantas diversas e a vacinação de 150 mil cabeças de gado bovino.
O acto de abertura do “Ano agrícola”, a nível da região, aconteceu recentemente, no Pólo Agrícola de Vitchapi – Tchapi, comuna de Caitou, município agro-pecuário da Bibala, na presença do governador local, Árcher Mangueira.

Aumentar a produção

Na ocasião, o director do gabinete provincial da Agricultura e Pecuária, Gabriel Faustino Félix, revelou que a aposta para a presente campanha é trabalhar “afincadamente” a terra e acabar com a fome que afecta principalmente a população do interior do Namibe.
Uma vez que a chuva começou a cair com alguma regularidade na região, o responsável instou os camponeses a apostarem na produção.
Destacou que o governo local dará maior atenção às acções viradas para o aumento da produção familiar, que poderão ajudar no combate à fome e à pobreza e estimular a
diversificação da economia.
O Pólo Agro-pecuário de Vitchapi-Tchapi está situado na sede comunal de Caitou, e tem uma área de exploração de 10 hectares para a prática da agricultura, composto por 32 famílias camponesas.

Minorar a importação

Na ocasião, o governador local, Árcher Mangueira, que procedeu ao lançamento da campanha Agrícola 2019/2020, encorajou os camponeses a produzirem o suficiente com vista a minorar a importação, como pressuposto de alcançar a independência económica.
Árcher Mangueira reconheceu existir um potencial agrícola na localidade de Vitchapi-Tchapi, capaz de abastecer não só a província, mas também o principal mercado de consumo, Luanda.
“Temos que continuar a produzir muito mais, para que num curto espaço de tempo, possamos reduzir o volume de produtos que são importados”, disse, para quem se isso acontecer é poupado o
dinheiro para outras despesas.
Para a presente campanha agrícola, apesar das condições adversas da economia angolana, o governador fez saber que o Executivo “fez um esforço financeiro grande”, na aquisição de insumos e equipamentos que vão ser destinados aos camponeses locais, assolados pela seca.
Árcher Mangueira solicitou, igualmente, a compensação do esforço financeiro do Executivo, aumentando a produção e produtividade.